“Nossos cortes preservam os investimentos integralmente”, disse Dilma, em Barra dos Coqueiros (SE). Entre os investimentos que não sofrerão cortes, ela citou o programa Minha Casa, Minha Vida, o Programa Emergencial de Financiamento (PEF) e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que inclui projetos de mobilidade urbana e obras para a Copa do Mundo de 2014.
Dilma disse que resolver os problemas do Nordeste é uma questão estratégica para a política de erradicação da miséria, já anunciada como prioridade do governo. “A pobreza no Brasil tem uma certidão de nascimento que privilegia, infelizmente, essa região do país”, disse a presidenta, que também defendeu um foco maior das políticas pública na região do semiárido. “Não há uma solução para o Brasil sem uma solução para o Nordeste e não há uma solução para o Nordeste sem uma solução para o Semiárido”, disse a presidenta.
Ao falar de economia, Dilma disse que sua gestão empreenderá todos os esforços para manter a pressão inflacionária sob controle, falou que espera a aprovação do projeto do salário mínimo no Senado (a previsão de votação é para a próxima quarta-feira) e afirmou que se não fosse a guerra fiscal, muitos investimentos não iriam para o Nordeste. Apesar da afirmativa, ela reconheceu que essa não é e nem será a melhor forma de atrair investimento.
Desde que assumiu a Presidência, essa é a primeira vez que Dilma retorna à região. O evento desta segunda vai discutir as possibilidades de empreendimento de novas ações e investimentos nos nove Estados nordestinos, com foco no desenvolvimento integrado da região. Os principais temas do fórum são “O Governo Dilma Rousseff e o Nordeste” e “Um novo projeto para financiar o desenvolvimento econômico e social do Nordeste”.
(Época Online)
Fonte: http://dialogospoliticos.wordpress.com/2011/02/21/dilma-diz-que-investimento-no-nordeste-sera-preservado/
Comentário do blog
Não é de hoje que a distribuição de riqueza no Brasil obedece a parâmetros antidemocráticos e tortos. O que ocorre é uma espécie de complexo de Robin Hood perverso, pelo qual os núcleos produtores são penalizados em detrimento de programas assistencialistas e formadores dos velhos e mofados currais eleitorais.
Regiões notoriamente industrializadas serão agraciadas com cortes de investimentos, que refletem direta e indiretamente nos níveis de produção. Essa corrente, como não pode deixar de ser, implica em perda de arrecadação. Claro, se o governo não receitar o mesmo tratamento que sempre dá ao empresariado moribundo: aumento da carga tributária.
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