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terça-feira, 31 de maio de 2011

OAB pede afastamento imediato de Palocci da Casa Civil

Por Reinaldo Azevedo

Na Folha Online:
O presidente nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Ophir Cavalcante, defendeu nesta segunda-feira (30) o afastamento imediato do ministro Antonio Palocci (Casa Civil) do cargo. Segundo o presidente da entidade, a medida “soaria muito bem” até que o ministro desse as devidas explicações sobre o crescimento do seu patrimônio nos últimos anos.

Reportagem da Folha mostrou que Palocci multiplicou seu patrimônio por 20 entre 2006 e 2010, período em que atuou como consultor e exerceu o mandato de deputado federal. A Projeto, empresa do ministro, faturou R$ 20 milhões no ano passado, quando Palocci também chefiou a campanha de Dilma Rousseff à Presidência.

Em entrevista divulgada pela assessoria de imprensa da OAB, Cavalcante criticou a decisão da CGU (Controladoria Geral da União) de não abrir uma investigação sobre as denúncias. “O pedido de afastamento é algo que soaria muito bem no âmbito da sociedade; é algo que deixaria o governo Dilma muito mais tranquilo”, disse.

O presidente da OAB também disse ser favorável a uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) no Congresso para investigar as suspeitas sobre o ministro da Casa Civil. “A CPI é um instrumento democrático e que está posto para a sociedade na Constituição. De modo que não tenho qualquer dúvida de que a CPI seria algo que poderia ser utilizado.”

O afastamento do ministro do cargo já havia sido defendida por membros da oposição na semana passada.

Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/cuidado-entrevistaveis-com-as-armadilhas-da-imprensa-ou-discordar-e-para-macacos-humanos-devem-dizer-sempre-sim/

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

PMDB mostra fatura por fidelidade a mínimo: cargos em bancos e estatais

Partido, que não teve nenhuma dissidência na votação do salário mínimo de R$ 545 quer garantir diretorias na Caixa e no Banco do Brasil e ganhar postos de comando na Funasa, Petrobras, Furnas e Itaipu

João Domingos e Eugênia Lopes, de O Estado de S. Paulo

BRASÍLIA - A fidelidade de toda a bancada do PMDB à presidente Dilma Rousseff na aprovação do salário mínimo de R$ 545 pela Câmara teve um preço. O partido voltou a cobrar a nomeação de afilhados da legenda no segundo escalão do governo, principalmente aqueles que já estavam pré negociados, mas foram adiados pela presidente até a eleição dos presidentes da Câmara e do Senado e da votação do salário mínimo. O alvo prioritário do PMDB, agora, são os bancos oficiais.

A presidente Dilma Rousseff e o ministro Antonio Palocci (Casa Civil) foram lembrados que o PMDB aguarda a nomeação do ex-ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) ou do ex-governador José Maranhão (Paraíba) para a diretoria de Governo e Loterias da Caixa Econômica Federal (CEF).

De acordo com informações de bastidores do governo, Palocci respondeu aos peemedebistas dizendo que o pleito será atendido nos próximos dias. Bastam alguns ajustes com a presidente, até porque o PMDB chega a ter até três candidatos para um único cargo, como é o caso dessa diretoria da Caixa.

O PMDB do Paraná corre por fora e tenta emplacar o nome do ex-deputado Rocha Loures (PR) para a mesma diretoria, de Loterias. Loures foi candidato a vice na chapa de Osmar Dias (PDT), derrotado pelo tucano Beto Richa na disputa pelo governo do Estado. Dias deve assumir uma diretoria da Itaipu Binacional.

Ele chegou a lutar pela presidência da binacional, mas Dilma decidiu manter o atual presidente, Jorge Samek. Osmar Dias deu o azar de ser do PDT, que saiu chamuscado da votação do mínimo por ser o partido da base com o maior número de dissidentes.

A diretoria de Governo do Banco do Brasil está prometida para o ex-governador Orlando Pessutti (PR), que atendeu aos apelos da então candidata Dilma Rousseff e não disputou à reeleição, deixando a vaga para Dias.

Funasa. Em outra frente, o partido insiste na indicação de Ruy Gomide para a presidência da Fundação Nacional da Saúde (Funasa). Para a Petrobrás o PMDB tem dois pedidos: a manutenção de Jorge Luiz Zelada para a diretoria Internacional e de Paulo Roberto da Costa para a diretoria de Abastecimento.

No pacote de reivindicações entregue ao governo, o PMDB incluiu o nome do ex-deputado mineiro Marcos Lima para uma diretoria de Furnas. Lima, que é afilhado dos deputados Newton Cardoso e Leonardo Quintão, foi ao plenário da Câmara na quarta-feira e ajudou pessoalmente no convencimento de parlamentares do PMDB a votar pelo mínimo de R$ 545.

O PMDB mineiro quer ainda a nomeação de Sérgio Dâmaso diretor-geral do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Ele é o superintendente do órgão em Minas.

O líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), que na votação do mínimo chegou a antecipar em discurso a fidelidade dos 77 deputados - e depois confessou que o fez com um frio na barriga -, pode ter garantido a manutenção de Elias Fernandes na diretoria-geral do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs). Mas o PSB ainda quer tomar a direção da autarquia do PMDB.

Entre os peemedebistas, o comentário ontem na Câmara era de que a decisão do partido de votar 100% na proposta de R$ 545 fez parte de uma operação para fortalecer Henrique Alves. Nas últimas semanas ele havia trombado com Dilma pela defesa que fez dos cargos do segundo escalão para o PMDB. Ainda de acordo com peemedebistas, a votação serviu de recado à presidente. Da mesma forma que votaram a favor de um projeto, os 77 deputados podem votar contra, caso fiquem descontentes.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,pmdb-mostra-fatura-por-fidelidade-a-minimo-cargos-em-bancos-e-estatais,681005,0.htm

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Partidos brigam por dez órgãos sob suspeita

CGU investiga desvio de R$ 1,3 bi nos principais alvos de disputa no segundo escalão

A disputa por cargos no segundo escalão do governo Dilma Rousseff, que agita os partidos aliados, envolve dez órgãos suspeitos de irregularidades que somam R$ 1,35 bilhões.

Os supostos desvios de verbas no repasse a Estados, municípios e entidades, ocorridos nos últimos quatro anos, são investigados pela Controladoria Geral da União (CGU).

Levantamento de O Estado de S. Paulo mostra que, somente no Fundo Nacional de Saúde (FNS), R$ 663,12 milhões em repasses apresentam alguma irregularidade do período, segundo os documentos da CGU.

Nos últimos quatro anos, o PMDB comandava o órgão que passou a ser disputado pelo PT com a vitória de Dilma. O PT venceu a briga.

Na Fundação Nacional de Saúde (Funasa), também disputada por PT e PMDB, as irregularidades podem somar R$ 490 milhões em desvios ou contratos cujos objetivos não foram cumpridos. Para essa briga, ainda não há desfecho certo.

Coligação ameaçada

A sucessão na Funasa está suspensa pela presidente Dilma. A disputa pelo comando do órgão chegou a tal ponto que ameaçou a sobrevivência da coligação entre PT e PMDB, eixo da sustentação de Dilma no Congresso.

A briga por cargos envolve também os Correios, o INSS, o Ibama e o Incra, entre outros.

Palco dos escândalos que derrubaram a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra, em meio às eleições presidenciais do ano passado, os Correios são investigados pela CGU pelo destino irregular de R$ 21 milhões.

O troca-troca de comando é intenso. Nos Correios, sai o PMDB e entra o PT. Já no INSS, em que a CGU investiga o destino de R$ 87,3 milhões, o PT abre espaço para o PMDB em 2011.

Fonte: http://www.destakjornal.com.br/readContent.aspx?id=14,85080

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Desvios na Funasa chegam a R$ 500 milhões, diz CGU

BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO

Auditorias concluídas nos últimos quatro anos pela CGU (Controladoria Geral da União) revelam que a Funasa foi vítima de desvios que podem ultrapassar a cifra de meio bilhão de reais.

O órgão está sob comando do PMDB desde 2005 e é o principal alvo do partido na guerra por cargos no segundo escalão do governo Dilma.

Levantamento feito pela Folha mostra que a CGU pediu a devolução de R$ 488,5 milhões aos cofres da Funasa entre 2007 e 2010. O prejuízo ainda deve subir após novos cálculos do TCU (Tribunal de Contas da União), que atualiza os valores ao julgar cada processo.

De acordo com os relatórios, o dinheiro teria sumido entre convênios irregulares, contratações viciadas e repasses a Estados e prefeituras sem a prestação de contas exigida por lei.

A pesquisa somou as quantias cobradas em 948 tomadas de contas especiais instauradas nos últimos quatro anos. As investigações começaram no Ministério da Saúde, ao qual a Funasa é subordinada, e foram referendadas pela CGU.

O volume de irregularidades que se repetem atrasa a tentativa de recuperar o dinheiro, e os processos não têm prazo para ser julgados pelos ministros do TCU.

Além das auditorias, balanço feito pela controladoria a pedido da reportagem aponta a existência de 62 processos simultâneos contra a direção da Funasa.

Outros seis apuram supostas irregularidades cometidas por dirigentes e servidores, e podem culminar em punições como a demissão e a proibição de exercer novos cargos públicos.

Em 2009, o ex-presidente Paulo Lustosa, o primeiro indicado ao cargo pelo PMDB, foi banido da administração federal por cinco anos.

A CGU o responsabilizou pelo superfaturamento de contratos de R$ 14,3 milhões da TV Funasa. Em parecer, ele foi acusado de exibir "verdadeiro desprezo e desapego" aos recursos públicos.

No mesmo ano, a Polícia Federal deflagrou a Operação Covil, contra pagamentos de propina em Tocantins, e a Operação Fumaça, que desarticulou um esquema de desvio de repasses da Funasa a prefeituras do Ceará. As investigações constataram desvios de R$ 6,2 milhões.

Apesar dos escândalos, os peemedebistas mantêm o controle sobre a Funasa. Em 2008, o então ministro José Gomes Temporão (Saúde) quase perdeu o cargo após apontar "corrupção" e "baixa qualidade" no órgão.

Ele tentou demitir o presidente Danilo Forte, mas reação comandada pelo líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), manteve Forte, que em abril de 2010 passou o cargo a Faustino Lins, outro afilhado de Alves, para se eleger deputado pelo PMDB-CE.

OUTRO LADO

O presidente da Funasa, Faustino Lins, informou que não daria entrevista. Sua assessoria disse que o órgão apura denúncias de supostas irregularidades e colabora com a fiscalização da CGU.

A reportagem deixou recado no escritório político de Danilo Forte, mas ele não ligou de volta. Paulo Lustosa não foi localizado.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/poder/861386-desvios-na-funasa-chegam-a-r-500-milhoes-diz-cgu.shtml

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Candidato a ministro, Maggi doou à campanha de Dilma

Cotado para assumir uma pasta no futuro governo de Dilma Rousseff, possivelmente a Agricultura, o senador eleito Blairo Maggi (PR-MT), além de ter se empenhado na eleição da petista à Presidência, colaborou financeiramente com a campanha. Por intermédio de suas empresas, o ex-governador de Mato Grosso doou R$ 1 milhão para o Comitê Financeiro Nacional para Presidente da República, administrado pelo PT.

Foram duas doações, registradas na contabilidade oficial da campanha petista. O mais curioso é que elas ocorreram na semana passada, muito depois do término da eleição. O empresário, um dos maiores produtores de soja do mundo, ajudou a fechar a conta da campanha de Dilma.

"Fizemos mesmo a doação (a empresa) porque houve um pedido do comitê financeiro para fechar as contas e a companhia tinha caixa", admitiu o ex-governador ao Estado. Ele afirmou, ainda, que não chegou a ser convidado para ser ministro e que disse a Dilma que não poderia assumir a Agricultura por conta dos negócios da família. "Eu atrapalharia mais do que ajudaria".

A maior doação foi feita pela Amaggi Exportação e Importação Ltda.: R$ 700 mil, na quinta-feira passada. No dia seguinte, a Agropecuária Maggi Ltda. doou mais R$ 300 mil ao mesmo Comitê Financeiro Nacional.

Na terça-feira Blairo foi convidado a acompanhar a presidente eleita em viagem a Tucuruí, no Pará, para inauguração de duas eclusas construídas por outro doador da campanha de Dilma, a Camargo Corrêa. Se emplacar mesmo no ministério, ele deverá entrar na cota do PR. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,candidato-a-ministro-maggi-doou-a-campanha-de-dilma,648393,0.htm

sábado, 25 de dezembro de 2010

Futura ministra usa verba irregular em hospedagem

A futura ministra da Pesca, senadora Ideli Salvatti (PT-SC), gastou mais de R$ 4.000 em verba indenizatória do Senado com pagamento de diárias de um hotel em Brasília enquanto recebia auxílio-moradia, o que é irregular, informa reportagem de Matheus Leitão, Andreza Matais e José Ernesto Credendio, publicada na Folha desta quinta-feira (íntegra somente para assinantes do jornal e do UOL).

O Senado informou que o uso da verba indenizatória para essa finalidade não é permitido, uma vez que os senadores já recebem um benefício para custear despesas com moradia em Brasília no valor de R$ 3.800 mensais. Ou seja, ela recebeu duas vezes pela mesma despesa.

Após ser procurada ontem, Ideli, há oito anos no Senado, disse por meio de nota ter havido um erro da sua assessoria e mandou devolver o dinheiro aos cofres públicos.

A Folha apurou que a petista pediu ainda ao Senado que apague a informação sobre o gasto no site da Casa, onde ficam registradas todas as despesas dos senadores com a verba indenizatória, após o ressarcimento.

Leia a reportagem completa na Folha desta quinta-feira, que já está nas bancas.



Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/poder/849963-futura-ministra-usa-verba-irregular-em-hospedagem.shtml

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Governo Dilma será mais lulista do que o governo Lula!

Fernando Haddad vai ficar na Educação. Lula quer. Paulo Bernardo vai para as Comunicações. Guido Mantega permanece na Fazenda. Antonio Palocci assume a Casa Civil. Gilberto Carvalho assume a Secretaria-Geral da Presidência. Miriam Belchior cuidará do Planejamento. Alexandre Padilha não vai pra casa, não: tende a manter as Relações Institucionais (as não-institucionais é com o companheiro José Dirceu). Vocês conhecem o dito popular, que resumia a vontade patriarcal: “Maria se casa com quem quisé desde que seja com o José”.

A cota de petistas ainda não se esgotou: devem ter lugar na Esplanada Aloizio Mercadante, José Eduardo Cardozo, o companheiro de armas Fernando Pimentel… Os nomes que vão no primeiro parágrafo, no entanto, evidenciam que o teor de “lulismo” no primeiríssimo escalão vai aumentar no governo Dilma, em vez de diminuir. Querem um exemplo? Em oito anos, Lula nunca teve um nome tão seu na Casa Civil quanto Palocci — nem Dilma, ao assumir, era tão lulista. Gilberto Carvalho na secretaria-geral encarna os olhos e os ouvidos de Lula. Do grupo, é realmente o que tem mais intimidade com o presidente. O fiel Paulo Bernardo deixa o Planejamento para a não menos fiel Miriam Belchior — parceira de Carvalho desde os tempos da Prefeitura de Santo André (aquela investigada pelo Ministério Público) —, mas deve assumir as Comunicações, pasta hoje com o PMDB.

Diz-se aqui e ali, com generosidade excessiva com a presidente eleita, que ela está montando uma estrutura em que ninguém é superministro porque será ela, de fato, a mandar. Huuummm… O governo Dilma, dados os nomes escolhidos, tem, sim, um grande chefe: Lula.

Por Reinaldo Azevedo

Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/governo-dilma-sera-mais-lulista-do-que-o-governo-lula/

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Dilma vai criar Ministério das Micro e Pequenas Empresas

Por Regina Alvarez

BRASÍLIA - A presidente eleita, Dilma Rousseff, deve confirmar, nos próximos dias, a criação do Ministério das Micro e Pequenas Empresas, mas a escolha do ministro depende de uma negociação política. O candidato mais forte à vaga até o momento é o presidente da Apex-Brasil, Alessandro Teixeira, um dos coordenadores do programa de governo de Dilma, mas o nome do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) também passou a circular na equipe de transição como opção para o cargo.

Dilma precisa dar um cargo de ministro de Estado para Valadares, para abrir a vaga no Senado para o presidente do PT, José Eduardo Dutra, que é o primeiro suplente do sergipano. Para viabilizar essa estratégia, Valadares pode ir para o Ministério do Turismo ou para a nova pasta das Micro e Pequenas Empresas. Se dependesse apenas do desejo da presidente eleita, Alessandro Teixeira seria o escolhido para o novo ministério, pois é próximo de Dilma, tem perfil técnico e bom trânsito entre pequenos e médios empresários.

A nova pasta deve herdar o Sebrae, que faz parte do sistema S e hoje é comandado por Paulo Okamotto, amigo e muito próximo do presidente Lula. Mas Okamotto - que chegou a ser cogitado para a pasta das Micro e Pequenas Empresas ainda na campanha eleitoral - não deve permanecer à frente do Sebrae nem ser aproveitado no governo de Dilma. A eleição para escolha da nova diretoria do Sebrae será em dezembro e Okamoto não deve concorrer à reeleição.

O mais provável é que ele acompanhe Lula no instituto que o presidente pretende criar quando deixar o governo. Okamoto fundou o Instituto Cidadania junto com Lula, em 1990. No Sebrae, ocupou o cargo de diretor financeiro entre 2003 e 2005, quando assumiu a presidência por indicação de Lula.

Fonte: http://oglobo.globo.com/pais/mat/2010/11/29/dilma-vai-criar-ministerio-das-micro-pequenas-empresas-923145723.asp

Comentário do blog
Na contramão do austeridade necessária ao momento atual, cria-se novo Ministério biônico cujas ações serão tão inócuas quanto um Ministério das Quitandas.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Dilma se irrita com atitude de Meirelles para se manter no BC

A presidente eleita, Dilma Rousseff, se irritou com Henrique Meirelles por ele ter divulgado que impõe condições para ficar no Banco Central, mas não descarta negociar sua permanência por um período tampão.

De acordo com auxiliares de Dilma, Meirelles perdeu "muitos pontos" e deve "baixar o tom" para que os dois possam negociar sua posição no futuro governo.

A presidente eleita disse a petistas que não convidou Meirelles a ficar, mas autorizou uma sondagem. A conversa definitiva deverá acontecer na próxima semana.

Segundo a Folha apurou, a intenção de Dilma era negociar com Meirelles sua permanência por um período de "três, seis ou oito meses", até que ela reorganize sua equipe econômica.

Ontem Dilma ficou contrariada ao ser informada de que Meirelles teria dito à imprensa que fora convidado por ela para ficar no BC, mas condicionou isso à manutenção da autonomia que desfrutou na gestão Lula.

A futura presidente, segundo assessores, disse que desde sua eleição não havia conversado nem pessoalmente nem por telefone com Meirelles. Logo, afirmou, não foi feito convite.

INCÔMODO

A avaliação da equipe de Dilma é que Meirelles teria criado uma situação incômoda para ela ao dizer que só ficaria com autonomia. Ou seja, não ficando, ele é quem teria decidido sair por não receber as garantias de liberdade de trabalho.

Segundo um auxiliar, Meirelles "deu vários passos para trás" na definição do seu futuro dentro do governo Dilma. Além do BC, ele poderia ser aproveitado em outro ministério ou ser indicado para a embaixada brasileira em Washington.

Acionado por Dilma, o coordenador da transição, Antonio Palocci, entrou em contato com Meirelles, que estava em Frankfurt, para pedir esclarecimentos sobre as informações na imprensa.

O presidente do BC disse que não havia dado nenhuma entrevista com aquele conteúdo e que falaria com jornalistas sobre o assunto.

Em seguida, disse à imprensa que havia sido convidado pela eleita para discutir a "extensão de seu mandato", fazendo questão de destacar que ela sempre defendeu a autonomia do BC. "Recebi uma mensagem através da equipe da presidente Dilma me convidando para termos uma conversa na semana que vem."

Disse que "tem havido muitas perguntas sobre a autonomia do BC" e que ele tem respondido "sistematicamente que a presidente eleita se mostrou, inclusive na campanha, ser a favor da autonomia".

O principal defensor da permanência de Meirelles sempre foi o presidente Lula, que fez essa sugestão a Dilma mais de uma vez. Mas confidenciou a auxiliares que já fez o que podia e que não se intrometeria mais e que agora "a bola está com ela".

Lula também recomendou à petista a manutenção de Guido Mantega. Nesse caso, ela concordou.

Ela passou a cogitar a hipótese de manter o atual presidente do BC depois de avaliar o cenário econômico internacional, que tende a piorar em 2011

Por VALDO CRUZ e KENNEDY ALENCAR


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/poder/833485-dilma-se-irrita-com-atitude-de-meirelles-para-se-manter-no-bc.shtml

Comentário do blog
Irritada por quê? Pela exigência de manutenção de autonomia? Pela imposição de condições? De qualquer modo, escancara-se a arrogância do novo governo e sua face autoritária e intromissiva, muito diferente do "equilíbrio" que tanto insistiram em fabricar na campanha.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Meu marido, meu tesouro: Petrobras tem 43 contratos com marido de ministeriável

Por Fernanda Odilla, na Folha. Volto em seguida:

A empresa do marido de Maria das Graças Foster, nome forte para o primeiro escalão do governo Dilma Rousseff, multiplicou os contratos com a Petrobras a partir de 2007, ano em que a engenheira ganhou cargo de direção na estatal. Nos últimos três anos, a C.Foster, de propriedade de Colin Vaughan Foster, assinou 42 contratos, sendo 20 sem licitação, para fornecer componentes eletrônicos para áreas de tecnologia, exploração e produção a diferentes unidades da estatal. Entre 2005 e 2007, apenas um processo de compra (sem licitação) havia sido feito com a empresa do marido de Graça, segundo a Petrobras. A C.Foster, que já vendeu R$ 614 mil em equipamentos para a Petrobras, começou na década de 1980 com foco no setor de óleo e gás, área hoje sob a responsabilidade de Graça Foster.

Funcionária de carreira da Petrobras, Graça é cotada para um cargo no primeiro escalão do governo dilmista, como a presidência da Petrobras, a Casa Civil, a Secretaria-Geral da Presidência ou outro posto próximo da presidente eleita, de quem ganhou confiança. Foi por indicação de Dilma que Graça ganhou, a partir de 2003, posições de destaque no Ministério de Minas e Energia, Petroquisa e BR Distribuidora e, há três anos, assumiu a diretoria de Gás e Energia da Petrobras. Antes de a C.Foster firmar esses 42 contratos com a Petrobras, a relação de Graça com a empresa do marido, Colin Vaughan Foster, já havia gerado mal-estar. Em 2004, uma denúncia contra a engenheira, relacionada ao suposto favorecimento à empresa do marido, foi encaminhada à Casa Civil.

O então ministro José Dirceu pediu esclarecimentos ao Ministério de Minas e Energia, sob o comando de Dilma. A fonte da denúncia não é identificada nos documentos obtidos pela Folha. Na ocasião, foram listados dois contratos da C. Foster com a estatal: um de 1994, e outro, de 2000. Coube à própria Petrobras elaborar um ofício com explicações sobre duas investigações internas envolvendo Graça no período em que ela era gerente do Cenpes (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Petrobras).
(…)
O ofício diz que “não ficou caracterizada a existência de prática de crime ou improbidade administrativa”, mas enfatizava o temperamento difícil da engenheira. “Cumpre agregar que nas declarações prestadas, verificou-se que Maria das Graças era objeto de restrições por grande parte do pessoal de seu setor, dado principalmente, como veio externar a comissão, “o modo com que tratava seus subordinados’”, diz o ofício da Petrobras para a Casa Civil. Aqui

Comento
Que diabo acontece com as mulheres fortes de Dilma? Todas elas têm de ter um marido que atua justamente na área em que a mulher é chefe? O casal, por acaso, tem algum filho chamado “Israel”? É uma leitura muito particular do “poder feminino”, que, de fato, inverteu o chavão: “Por trás de uma grande mulher, há sempre um homem prestando serviços”.

Mas que se louve o sentido clânico do petismo, né? A gente vê que toda a cadeia familiar gosta de se empregar num mesmo ramo. E sempre lidando com dinheiro público. Trata-se de um refinadíssimo senso de patriotismo.

Por Reinaldo Azevedo

Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/meu-marido-meu-tesouro-petrobras-tem-43-contratos-com-marido-de-ministeriavel/

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Citada na máfia das sanguessugas se demite da equipe de Dilma

A exoneração de Christiane Araújo de Oliveira será publicada nesta sexta-feira no Diário Oficial
por Luciana Marques

Um dia depois de ser nomeada para atuar na equipe de transição de Dilma Rousseff, a advogada Christiane Araújo de Oliveira pediu demissão do cargo. Ela foi contratada para atuar como secretária, com remuneração de 2.694 reais. A advogada responde a processo por suposto envolvimento na máfia das sanguessugas.

A operação foi deflagrada pela Polícia Federal em 2006. O esquema consistia no pagamento de propina a parlamentares por uma empresa de ambulâncias. A quadrilha manipulava a liberação de emendas individuais de deputados para municípios específicos a fim de fraudar contratos e licitações. O lucro com o superfaturamento era divido entre os integrantes do esquema.

De acordo com a assessoria da transição, antes de ser nomeada, Christiane passou por um processo de investigação realizado pela Abin (Agência Brasileira de Inteligência) – o que é de praxe para nomeações públicas. Segundo o órgão, não havia nenhum impedimento para a advogada atuar no cargo.

O pedido de exoneração da equipe de transição foi feito por Christiane e será publicado na sexta-feira, 12, no Diário Oficial da União. Nesta semana 25 pessoas foram nomedas pela Casa Civil para o grupo de transição. A presidente eleita Dilma Rousseff deve escolher mais 25 pessoas para integrar a equipe.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/citada-na-mafia-das-sanguessugas-se-demite-da-equipe-de-transicao

Comentário do blog
Um político não pode ser avaliado apenas pelo seu discurso, mas, principalmente, pela sua vida pregressa e seu círculo.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Cabeleireira gaúcha integrará equipe de transição de Dilma

Uma cabeleireira gaúcha foi nomeada na quarta-feira para compor a equipe de transição da presidente eleita Dilma Rousseff até o dia da posse da petista, em 1º de janeiro de 2011. Márcia Westphalen é formada em Direito e vai receber mais de R$ 6,8 mil para atuar como secretária de Dilma. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Até o ano passado, Márcia trabalhava em um salão de beleza em Porto Alegre (RS). Ela manteve até a tarde de quarta-feira um blog sobre "cabelos, tendências e dicas de visual". Segundo a Folha, o blog saiu do ar após a reportagem entrar em contato com o governo de transição. No site, a cabeleireira se apresentava dizendo já ter morado em "vários países" e trabalhado "em salões de diversos estilos". Afirmava ainda que, "por ideologia, não faço alisamento, escovas progressivas ou qualquer outro processo agressivo". Segundo o governo de transição, Márcia foi selecionada por análise de currículo pela campanha de Dilma, quando passou a atuar como secretária trilíngue. Márcia, entretanto, informou que teria trabalhado na área de "apoio de produção", auxiliando na organização de eventos da campanha petista. Ela disse não saber ainda qual seria sua função no governo de transição, mas negou que fosse trabalhar como cabeleireira.
Comentário do blog
Alguém duvidava que o novo governo seria formado por tudo, menos por pessoal apto?