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segunda-feira, 2 de maio de 2011

Stédile e o governo Dilma

Por Luis Nassif, sex, 29/04/2011 - 10:53

Para Stédile, Dilma está à esquerda de Lula

De São Paulo
29/04/2011

A presidente Dilma Rousseff deverá fazer um governo mais à esquerda que o do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A petista tem uma base maior de apoio dos movimentos sociais, mais respaldo dos trabalhadores e não fará uma administração de continuidade em relação ao seu antecessor. Essa foi a análise feita por João Pedro Stédile, uma das principais lideranças do MST. Ao participar ontem de um seminário, em São Paulo, Stédile mostrou-se otimista em relação ao governo federal e disse que Dilma pode contar com os movimentos sociais para fazer mudanças na política econômica.

A uma plateia de cerca de 100 estudantes e integrantes de movimentos sociais, na Faculdade de Direito da USP, Stédile afirmou que a presidente tem "uma amplitude ainda maior que Lula na classe trabalhadora" e que "praticamente 90% dos trabalhadores se envolveram na eleição da Dilma".

Pouco depois, em entrevista, complementou: "Setores da classe trabalhadora, como por exemplo a Força Sindical, que não apoiavam o Lula, agora estão apoiando Dilma. Movimentos religiosos não apoiavam Lula, mas agora apoiam Dilma. Essas forças populares, no atual governo, são maiores, mais amplas", explicou o dirigente. "Apesar de ainda ser um governo de composição, isso pode dar respaldo para fazer as mudanças estruturais que precisam ser feitas, se ela quiser superar a pobreza."

Segundo Stédile, a relação de Dilma com os movimentos sociais deverá ser mais tranquila porque no governo anterior "a correlação de forças para os movimentos sociais era muito pior". "No primeiro ano quase derrubaram Lula. Ele ficou paralisado no primeiro mandato. No segundo mandato avançou um pouco mais, mas foi muito difícil. A correlação de forças e o ambiente político é mais favorável a ter mudanças agora do que foi com Lula. Isso não depende do Lula, nem da Dilma, depende de como as forças sociais se postam na sociedade", analisou.

O dirigente do MST fez ontem uma palestra de uma hora sobre conjuntura política em um seminário sobre "Direito, Pesquisa e Movimentos Sociais", na Faculdade de Direito da USP. Stédile disse acreditar que Dilma fará um governo mais à esquerda que Lula. "Ela vai fazer. Se ela for só um governo de continuidade, ela vai ser pior, porque as pessoas vão dizer que o Lula também fez. Ela já seria derrotada politicamente se propusesse ser só a continuidade. Ela tem que se propor a ser um avanço e a fazer mudanças que não foram feitas no governo Lula", comentou.

Stédile destacou, ainda, que para concretizar a promessa de erradicar a pobreza no país, Dilma não poderá seguir apenas a cartilha do ex-presidente. "As medidas que Lula tomou nos oito anos, de compensação social com o Prouni, o Bolsa Família e o aumento do salário mínimo tiveram o papel de tirar o povo da miséria, que agora virou pobre. Mas para sair da pobreza não bastam as medidas de compensação social. Só é possível com a distribuição de riqueza", disse.

O dirigente do MST fez vários acenos à presidente Dilma. Em um deles, afirmou que a presidente precisa da "mobilização da sociedade" para aprovar mudanças na área econômica. "Se for só o governo ela não consegue", disse. "Quando entrou o debate da inflação, ela não teve capacidade e as forças conservadoras capitalistas que influem no governo impuseram corte de gastos públicos e aumento da taxa de juros. No primeiro round dessa luta ela perdeu", disse.

Ao mesmo tempo em que sinalizou à petista, Stédile criticou, em tom de brincadeira, Lula. Ao defender que a presidente utilize o superávit primário para investimentos em infraestrutura, disse que o ex-presidente tomou atitude semelhante durante a crise econômica por um milagre. "Não tem como voltar a investir sem usar o dinheiro que vai para juros. Foi isso o que salvou Lula no segundo mandato, quando estourou a crise (...). Acho que para fazer isso ele foi inspirado em uma certa noite e recebeu uma mensagem do Espírito Santo chamado Celso Furtado."

Em outro momento da palestra, disse que Lula só ganhou as eleições, em 2002, porque o neoliberalismo "fracassou" na América Latina. "A burguesia, que aqui lê mais que a esquerda, percebeu os movimentos da luta de classe, pôs a barba de molho e parte dela se aliou ao Lula. Isso resultou um governo de composição de classes", declarou.

Até mesmo ao falar sobre o Código Florestal o líder do MST mostrou proximidade com a presidente Dilma. Segundo Stédile, o governo federal "não é bobo" e vai barrar as mudanças propostas pelos ruralistas. "De todas as interlocuções que temos tido, nos pareceu que o governo tem consciência dos perigos que a versão original do relatório do Aldo [Rebelo, do PCdoB-SP] causava", comentou, citando o recuo das mudanças que beneficiavam produtores rurais.

Ao fazer o balanço do Abril Vermelho, Stédile disse que o MST mobilizou mais de 30 mil famílias em 19 capitais.

Fonte: http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/stedile-e-o-governo-dilma

terça-feira, 29 de março de 2011

Governo acelera liberação de verbas durante eleição de Dilma, diz jornal

O governo federal acelerou a liberação de verbas para Estados e municípios em 2010, ano em que Dilma Rousseff foi eleita sucessora de Lula no Palácio do Planalto. A distribuição de recursos livres de obrigação constitucional cresceu 51% em relação a 2009.

As informações foram publicadas nesta segunda-feira pelo jornal “O Estado de S. Paulo”, com base em estudo inédito feito pela entidade Contas Abertas a partir de números oficiais do Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal).

Em 2010, cerca de R$ 13,9 bilhões foram enviados pelo governo federal a Estados e cidades na forma de transferências voluntárias. No ano anterior, o repasse havia sido de R$ 9,2 bilhões.

A divisão dos recursos por região mostra ainda que o Nordeste, onde Dilma teve seu melhor desempenho eleitoral, foi o local mais contemplado. Estados e municípios da região obtiveram R$ 6,3 bilhões em 2010, 65% a mais que os R$ 3,8 bilhões em 2009.

Sem aumento significativo


Nos três anos que antecederam 2010, não houve crescimento significativo nas transferências. Foram repassados R$ 8,9 milhões a Estados e municípios em 2007, mesmo valor gasto no ano anterior, quando Lula foi reeleito. No ano seguinte, o valor apresentou queda. Em 2009, foi registrado aumento de 7% nas transferências, tendência de crescimento superada substancialmente no ano eleitoral.

As transferências voluntárias são recursos repassados pela União sem nenhuma determinação constitucional a Estados, municípios e entidades sem fins lucrativos, de acordo com critérios escolhidos pelo próprio governo.

Fonte: http://www.band.com.br/jornalismo/brasil/conteudo.asp?ID=100000414828

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

PMDB mostra fatura por fidelidade a mínimo: cargos em bancos e estatais

Partido, que não teve nenhuma dissidência na votação do salário mínimo de R$ 545 quer garantir diretorias na Caixa e no Banco do Brasil e ganhar postos de comando na Funasa, Petrobras, Furnas e Itaipu

João Domingos e Eugênia Lopes, de O Estado de S. Paulo

BRASÍLIA - A fidelidade de toda a bancada do PMDB à presidente Dilma Rousseff na aprovação do salário mínimo de R$ 545 pela Câmara teve um preço. O partido voltou a cobrar a nomeação de afilhados da legenda no segundo escalão do governo, principalmente aqueles que já estavam pré negociados, mas foram adiados pela presidente até a eleição dos presidentes da Câmara e do Senado e da votação do salário mínimo. O alvo prioritário do PMDB, agora, são os bancos oficiais.

A presidente Dilma Rousseff e o ministro Antonio Palocci (Casa Civil) foram lembrados que o PMDB aguarda a nomeação do ex-ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) ou do ex-governador José Maranhão (Paraíba) para a diretoria de Governo e Loterias da Caixa Econômica Federal (CEF).

De acordo com informações de bastidores do governo, Palocci respondeu aos peemedebistas dizendo que o pleito será atendido nos próximos dias. Bastam alguns ajustes com a presidente, até porque o PMDB chega a ter até três candidatos para um único cargo, como é o caso dessa diretoria da Caixa.

O PMDB do Paraná corre por fora e tenta emplacar o nome do ex-deputado Rocha Loures (PR) para a mesma diretoria, de Loterias. Loures foi candidato a vice na chapa de Osmar Dias (PDT), derrotado pelo tucano Beto Richa na disputa pelo governo do Estado. Dias deve assumir uma diretoria da Itaipu Binacional.

Ele chegou a lutar pela presidência da binacional, mas Dilma decidiu manter o atual presidente, Jorge Samek. Osmar Dias deu o azar de ser do PDT, que saiu chamuscado da votação do mínimo por ser o partido da base com o maior número de dissidentes.

A diretoria de Governo do Banco do Brasil está prometida para o ex-governador Orlando Pessutti (PR), que atendeu aos apelos da então candidata Dilma Rousseff e não disputou à reeleição, deixando a vaga para Dias.

Funasa. Em outra frente, o partido insiste na indicação de Ruy Gomide para a presidência da Fundação Nacional da Saúde (Funasa). Para a Petrobrás o PMDB tem dois pedidos: a manutenção de Jorge Luiz Zelada para a diretoria Internacional e de Paulo Roberto da Costa para a diretoria de Abastecimento.

No pacote de reivindicações entregue ao governo, o PMDB incluiu o nome do ex-deputado mineiro Marcos Lima para uma diretoria de Furnas. Lima, que é afilhado dos deputados Newton Cardoso e Leonardo Quintão, foi ao plenário da Câmara na quarta-feira e ajudou pessoalmente no convencimento de parlamentares do PMDB a votar pelo mínimo de R$ 545.

O PMDB mineiro quer ainda a nomeação de Sérgio Dâmaso diretor-geral do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Ele é o superintendente do órgão em Minas.

O líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), que na votação do mínimo chegou a antecipar em discurso a fidelidade dos 77 deputados - e depois confessou que o fez com um frio na barriga -, pode ter garantido a manutenção de Elias Fernandes na diretoria-geral do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs). Mas o PSB ainda quer tomar a direção da autarquia do PMDB.

Entre os peemedebistas, o comentário ontem na Câmara era de que a decisão do partido de votar 100% na proposta de R$ 545 fez parte de uma operação para fortalecer Henrique Alves. Nas últimas semanas ele havia trombado com Dilma pela defesa que fez dos cargos do segundo escalão para o PMDB. Ainda de acordo com peemedebistas, a votação serviu de recado à presidente. Da mesma forma que votaram a favor de um projeto, os 77 deputados podem votar contra, caso fiquem descontentes.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,pmdb-mostra-fatura-por-fidelidade-a-minimo-cargos-em-bancos-e-estatais,681005,0.htm

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O PT E A REVOLUÇÃO

Por Nivaldo Cordeiro

Quando comentei em vídeo o trigésimo primeiro aniversário do PT (31 anos de PT) apontei a insuficiência de percepção da mídia e da opinião pública em geral para o formidável fato histórico que significa a efeméride. Vivemos a hegemonia completa da ideologia esquerdista em toda a estrutura de poder no Brasil. Minas e São Paulo estão nas mãos de PSDB. Pernambuco e Ceará e outros estados do PSB. Mas o eixo principal do poder está com o PT, que é a força preponderante por dominar a Presidência da República.

Minha tese é que o PT é o grande herdeiro do Partidão e, de certa maneira, deu continuidade à sua ação política, agora optando de forma clara para luta institucional. Nesse processo consolidou-se a chamada revolução gramsciana, pela qual as forças de esquerda ganham as eleições antes mesmo de os eleitores irem às urnas. A imprensa, o material didático das escolas fundamentias, as cátedras universitárias e mesmo o processo de treinamento das grandes organizações empresariais pregam diuturnamente a agenda esquerdista. Dessa forma, vimos minguar e finalmente desaparecerem as forças de direita, que não mais dispõem de quadros intelectuais e nem de instrumentos para passar sua mensagem ao eleitorado.

O PT reina sozinho, auxiliado por suas sub-legendas, como o PSB, o PDT, o PCdoB, o PSOL. O PSDB e o PPS disputam o mesmo campo ideológico e posam de oposição, fingida, pois assim vedam o espaço para que uma verdadeira oposição possa surgir. O PT é o auge dessa revolução que se consolidou e parece não haver adversário que possa fazer a reversão. O Brasil está condenado a viver os próximos anos sob o poder imperial das forças esquerdistas, que tomaram de assalto o poder de Estado.

Bem a propósito o editorial de hoje do Estadão (A trejetória do PT). O vetusto jornal paulista, outrora baluarte do conservadorismo, já nem mesmo é capaz de uma boa análise do cenário político e da realidade que se desenvolve a nossa volta. Inicia com um rasgado elogia à ação de governo do PT: “Quando foi fundado, o Partido dos Trabalhadores (PT) se proclamou agente das transformações políticas e sociais que, pautadas pelo rigor da ética e pelo mais genuíno sentimento de justiça social, mudariam a cara do Brasil. Trinta e um anos depois, há oito no poder, o PT pode se orgulhar de ter contribuído - os petistas acham que a obra é toda sua - para melhorar o País do ponto de vista do desenvolvimento econômico e da inclusão social.”

Ao editorialista escaparam coisas óbvias: 1- o discurso ético do PT é mera propaganda eleitoral. A crônica dos últimos anos mostrou que o partido jamais foi ético, suas figuras de proa foram todas afundadas no mar de lama da corrupção graúda. A própria Dilma Rousseff por pouco escapou do escândalo em torno de Erenice Guerra e veio a ser presidente pela simples falta de opção de nomes; 2- Justiça social na boca dos militantes petistas sempre foi palavra de ordem revolucionária e reproduzir em editorial a expressão, sem a devida qualificação, não passa de expediente de ampliação da propaganda revolucionária; 3- Dizer que o PT contribuiu para melhorar o país é ignorar as mazelas que este partido trouxe, como a prática da compra de votos dos grotões por meio de bolsas, a tolerância com a ação criminosa e revolucionária do MST, o alinhamento com a forças mais retrógradas e sombrias do cenário mundial (Chávez, Ahmardijad, China), a proximidade com forças que controlam o crime organizado. Se progresso econômico houve no período ele veio a despeito do PT no poder, resultado de uma circunstância favorável no cenário internacional e do inato empreendedorismo do povo brasileiro.

A política construída pela hegemonia do PT foi um retrocesso que fez retornar práticas dos tempos da República Velha. Não ao acaso que o PMDB – sigla que é sinônimo de puro fisiologismo – encontrou nos petistas os aliados ideais para as suas práticas nefandas. No reino do mensalão não há distinção entre o PT e o PMDB.

Doce ilusão do editorialista: “Uma vez no poder, o PT se transformou em praticamente o oposto de tudo o que sempre preconizou.” O PT sempre foi o instrumento para uma única coisa: levar seu grupo dirigente ao centro de poder. Foi altamente bem sucedido. Todo o discurso político do PT era apenas “para se eleger”. Um editorialista de política não poderia deixar-se iludir por palavras de ordem. Não ao acaso ontem o jornal escreveu matéria dizendo que o PT caminhou para direita, observação absolutamente contrária aos fatos. A cegueira da análise é integral.

A tola conclusão do editorial se impôs: “E o balzaquiano PT? O partido que pretendia transformar o País passou a se transformar na negação de si mesmo. E foi a partir daí que começaram as defecções de militantes importantes, muitos deles fundadores, decepcionados com os novos rumos, principalmente com os meios e modos com que o partido se instalou no poder.”

O partido de fato transformou o país, ao fazê-lo seu curral eleitoral e ao criar mecanismos de auto-perpetuação. Essa era a única transformação política possível e a única de fato desejada pelos seus dirigentes. Aqueles que se desligaram da sigla ou eram auto-iludidos ou não estavam no núcleo duro dos dirigentes revolucionários. Foram úteis para formar siglas que são agora linhas auxiliares da hegemonia petista e ficam de reserva para um eventual (e improvável) fracasso eleitoral do PT. A famosa estratégia da tesoura tão bem descrita por Olavo de Carvalho.

Na grande imprensa brasileira não se levantou nenhuma voz alertando para os perigos imediatos que representa essa hegemonia petista. A tentação autoritária pode acontecer a qualquer momento. O único fio que separa o PT de um esquema de governar por decreto é que o Partido não tem maioria qualificada no Senado e seu aliado PMDB sabe que só sobreviverá politicamente se impedir o ímpeto hegemônico e bonapartista do PT. É muito pouco, é muito frágil. Minha própria visão é de que a democracia corre perigo por falta de uma verdadeira oposição ideológica. Mais fácil o PT escalar o degrau do autoritarismo do que forças de oposição serem consolidadas para lhe dar combate.

Quem viver verá.

Fonte: http://www.nivaldocordeiro.net/optearevolucao

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Governo Lula põe publicidade em 8.094 veículos de comunicação

por FERNANDO RODRIGUES
DE BRASÍLIA

Quando Luiz Inácio Lula da Silva tomou posse, em janeiro de 2003, apenas 499 veículos de comunicação recebiam verbas de publicidade do governo federal. Agora o número foi para 8.094.

Esses jornais, revistas, emissoras de rádio, de TV e "outros" estão espalhados por 2.733 cidades. Em 2003, eram só 182 municípios.

Só neste ano eleitoral de 2010, o dinheiro para publicidade de Lula passou a ser distribuído para 1.047 novos veículos de comunicação.

A categoria "outros" inclui portais de internet, blogs, comerciais em cinemas, carros de som, barcos e publicidade estática, como outdoors ou painéis em aeroportos.

Chama a atenção o aumento do número de "outros". Em 2003, eram apenas 11. Agora, são 2.512. A informação do governo é que a maioria é de sites e blogs.

Lula e sua equipe de comunicação não escondem a simpatia pelo novo meio digital. O presidente foi o primeiro a conceder uma entrevista exclusiva dentro do Planalto para o que a administração petista chama de "blogs progressistas".

Lula da Silva avançou na transparência em relação ao governo do tucano Fernando Henrique Cardoso.

Nunca existiu esse tipo de estatística até 2003. Ainda assim, há buracos negros no processo. Não se sabe quais são os veículos que recebem verba de publicidade estatal nem quanto cada um ganha.

O valor total gasto nos dois mandatos, até outubro deste ano, foi R$ 9,325 bilhões. Dá média anual de R$ 1,2 bilhão.

Essa cifra não inclui três itens: custo de produção dos comerciais, publicidade legal (os balanços de empresas estatais) e patrocínio.

Produção e publicidade legal consomem cerca de R$ 200 milhões por ano. No caso de patrocínio, o gasto médio anual foi de R$ 910 milhões de 2007 a 2009.

Tudo somado, Lula gasta R$ 2,310 bilhões por ano com propaganda. Os valores são semelhantes aos do governo FHC, embora inexistam estatísticas precisas à disposição.

A diferença do petista para o tucano foi a dispersão do dinheiro entre os 8.094 jornais, revistas, emissoras de rádio, de TV e sites. Um espetáculo de 1.522% de crescimento de veículos atendidos.


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/poder/851643-governo-lula-poe-publicidade-em-8094-veiculos-de-comunicacao.shtml

Comentário do blog
A notícia é velha, mas ilustra o modo "PT" de ocupar espaços. Nada será diferente neste novo governo.