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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Gilmar Mendes diz que STF sai diminuído no caso Battisti

Para ministro do STF, a principal corte do País virou um clube 'lítero-poético-recreativo'

por Anne Warth e Gustavo Uribe / SÃO PAULO - Agência Estado

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes criticou duramente o posicionamento da Corte na decisão sobre manter o ex-ativista italiano Cesare Battisti no País. De acordo com ele, o Supremo saiu diminuído neste episódio. Para o ministro, o posicionamento de simplesmente acatar a decisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva beira ao "presidencialismo imperial". "Como eu disse no meu voto, nós viramos um clube "lítero-poético-recreativo". Imagino que isso terá consequências no futuro. Haverá um tipo de organização para impedir extradições. Daqui a pouco teremos consultorias e lobbies para isso", afirmou nesta sexta-feira, 10, ao chegar para o jantar em comemoração aos 80 anos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, na Sala São Paulo, no centro da capital paulista.

Na avaliação dele, é preciso discutir no Congresso o papel do STF neste tipo de questão. "Se de fato o STF serve para isso, para o que se decidiu no caso Battisti, melhor que o STF perca essa competência. Que se confie logo a decisão ao Executivo, criando um modelo de presidencialismo imperial ou que se confie a outro órgão judiciário, não ao STF. Porque colocar o STF submetido à Presidência da República é algo extravagante."

A ministra Ellen Gracie, também presente ao evento, não quis comentar o caso. Já o ministro Marco Aurélio Mello disse ter recebido com surpresa a decisão do governo italiano de recorrer ao Tribunal de Haia. "Fiquei um pouco perplexo por que o acolhimento de um estrangeiro pelo Estado brasileiro e por qualquer outro Estado está no campo da normalidade. É um ato de soberania do Executivo do próprio Estado e deve ser respeitado", afirmou. De acordo com ele, a Corte de Haia poderá tomar uma decisão em relação ao governo brasileiro, mas não ao STF. "Mas não acredito que chegue a esse ponto. Nós não atuaríamos desta forma caso se tratasse de um brasileiro na Itália e buscássemos a extradição e ele obtivesse refúgio na Itália."

Também, de acordo com ele, a decisão da Itália de chamar o embaixador brasileiro foge a normalidade. "Isso não ocorreu na França mesmo com um ativista colega do Battisti, depois de uma decisão no Tribunal que teve acolhimento no Estado francês. Não ocorreu em relação ao Pinochet, quando a Espanha pediu à Inglaterra, e depois de uma decisão da Câmara dos Lordes, que o entregasse."

O ministro da Defesa Nelson Jobim, ex-ministro do STF, disse que a decisão da Corte não deve ser discutida, mas acatada. Sobre a decisão do governo italiano de recorrer a Haia, o ministro disse que a Corte internacional não se sobrepõe ao STF. "É um direito que os italianos têm de recorrer a Haia, mas a Corte de Haia não se sobrepõe ao STF. O STF é uma Corte absolutamente autônoma e soberana", avaliou. Para ele, a decisão do governo italiano de chamar o embaixador brasileiro vai se resolver. "Faz parte do jogo das divergências internas, mas isso vai se resolver", afirmou.

Jobim também comentou sobre a indicação de Ideli Salvatti para o Ministério das Relações Institucionais. "Toda a decisão da presidente sempre será a melhor. Cabe ao PMDB, meu partido, apoiar inteiramente a decisão que a presidente tomou", comentou. Na avaliação dele, o governo não está paralisado. "Tivemos esse problema, esse soluço, mas isso já passou."

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,mendes-diz-que-stf-sai-diminuido-no-caso-battisti,730818,0.htm

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Após decisão no STF, Battisti deixa penitenciária em Brasília

Ex-ativista italiano foi libertado por decisão do STF nesta quarta-feira.
'Projeto de Battisti é de permanência no Brasil', diz advogado de defesa.

por Débora Santos e Iara Lemos, do G1 em Brasília

Depois de mais de quatro anos de prisão, o ex-ativista Cesare Battisti deixou o Complexo Penitenciária da Papuda, em Brasília, às 00h07 desta quinta-feira (9). O italiano foi libertado por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta. Acompanhado pelos advogados, Battisti acenou de dentro de um carro escuro e não deu entrevistas.

O advogado de defesa, Luís Roberto Barroso, disse a jornalistas um pouco antes da soltura que não sabia informar o destino do ex-ativista. De acordo com o advogado, Battisti precisa “se recompor” antes de conversar com a imprensa. O italiano foi para um hotel no setor hoteleiro da asa norte de Brasília.

“Ele não é celebridade, é um homem sofrido e, assim que tiver se recomposto, deve falar a vocês [imprensa]. O projeto dele é de permanência no Brasil para escrever seus livros”, afirmou.

Num julgamento com mais de 7 horas de duração, os ministros da Corte mantiveram a decisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que, no final do ano passado, negou o pedido de extradição feito pelo governo da Itália. Ao final do julgamento, o presidente do STF, ministro Cezar Peluso, assinou o alvará de soltura do italiano.

Depois da decisão de Lula, Battisti poderia ter sido solto, mas a República da Itália voltou ao STF, e o caso – que já havia sido arquivado – foi reaberto, em janeiro deste ano. Acusado de quatro assassinatos, ocorridos na Itália, durante a luta armada na década de 70, Battisti foi condenado à prisão perpétua em seu país de origem.

Após a liberação, os advogados de Battisti ainda terão de resolver questões formais sobre a permanência do ex-ativista no Brasil. Preso há mais de quatro anos, ele está sem passaporte ou visto de autorização para permanecer no país.

Em março do ano passado, o italiano foi condenado pela Justiça Federal do Rio de Janeiro pelo uso de passaporte falso. O documento teria sido usado por ele para entrar no Brasil, em 2004. A pena é de dois anos em regime aberto foi em prestação de serviços à comunidade e multa de dez salários mínimos.

Visto de permanência

O advogado de Battisti, Luís Roberto Barroso, afirmou que nesta quinta (9), a defesa ingressará com pedido de visto permanente para o italiano no Brasil e disse acreditar que não terá problemas para regularizar a situação do cliente.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo afirmou ao G1 que, se Battisti pedir visto de permanência no Brasil, "o pedido tramitará normalmente pelo Ministério da Justiça até final apreciação nos termos da legislação em vigor”.

Cardozo não quis antecipar a decisão do Ministério da Justiça a respeito do visto. Questionado sobre qual será a situação jurídica de Battisti no Brasil a partir da decisão do STF, o ministro disse que, durante o período de tramitação do pedido de visto, a permanência "será tida por regular, conforme inúmeros precedentes já existentes”.

Fonte: http://g1.globo.com/politica/noticia/2011/06/apos-decisao-no-stf-battisti-deixa-penitenciaria-em-brasilia.html

Comentário do blog
Quem acreditava que seria diferente? O STF está mostrando o que é: um instrumento, um tentáculo revolucionário, apoiando integralmente a agenda "progressista" que está levando a América Latina à URSAL (ou uma massa fecal similar).

O Brasil sobrepujou as relações que possui com o país europeu, vilipendiou sua Justiça, em prol dos laços de sangue que unem o terrorista italiano e a corte brasileira. Agora, cabe à Italia recorrer à Haia para que haja justiça.

Por fim, eu não podia deixar de comentar sobre os eufemismos da reportagem. "Ex-ativista"? Não, ativista é atriz marionete do CFR, modelo desocupada pela PETA, inocente útil do GreenPeace. Batistti é terrorista. Tão pouco ele foi acusado de 4 assassinatos. Ele foi condenado pelos crimes, pelos quais nunca se arrependeu. E chamam isso de jornalismo.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Dilma, a tábua de salvação das FARC

Por Cel. Luis Alberto Villamarín Pulido
Tradução de Graça Salgueiro

Não é nova a maquiavélica jogada estratégica das FARC, em busca de reconhecimento político com status de beligerância e supressão do qualificativo de terroristas.

Ante o crescente desprestígio das FARC, derivado de suas ações de narcoterrorismo contra a Colômbia e de terrorismo interno contra os próprios guerrilheiros, somados aos golpes psicológicos de conotações políticas e estratégicas sofridos com as operações Fênix, Xeque, Camaleão e Sodoma, as deserções maciças de terroristas, as baixas em combate, as capturas de cabeças e as apreensões de materiais, os terroristas jogam uma cartada com Dilma Rousseff, em busca da legitimação política.

Dentro da Colômbia recorreram a seus correligionários e cúmplices que manipulam os demais integrantes dos chamados "Colombianos pela paz", para que insistam na legitimação do grupo terrorista. Para este efeito, urdiram a farsa de prometer cinco libertações em desagravo à destituída senadora a quem a Procuradoria encontrou nexos com as FARC.

E na ordem internacional, assessorados pela UNASUL, o Movimento Continental Bolivariano e os "novos melhores amigos" do presidente Santos, recorreram a promover protestos em várias latitudes pela "injusta" destituição em andamento da senadora e a promover ações legais internacionais para buscar sua restituição.

Ao mesmo tempo, com este estratagema de propaganda esquerdista, celebraram com exagero a eleição da terrorista brasileira Dilma Rousseff, em substituição do pró-terrorista Luiz Inácio Lula da Silva. E, que coincidência, a libertação dos cinco seqüestrados para desagravar a "ofendida ex-senadora", vai-se produzir com o "apoio humanitário do governo brasileiro", porém como primeiro grande ato de solidariedade internacional da presidente terrorista, em honra da "paz na Colômbia".

Não é nova a maquiavélica jogada estratégica das FARC, em busca de reconhecimento político com status de beligerância e supressão do qualificativo de terroristas, para receber apoio posterior que lhes permita atacar a Colômbia desde o exterior, e implantar uma ditadura comunista afim a Lula, Chávez, Correa, Ortega, Castro, Lugo, Kirchner, Morales e Mujica.

As FARC já haviam tentado com a farsa da reunião de Chávez, Correa e o índio boliviano com Tirofijo no Caguán, para exigir o despejo de Pradera e Florida. Depois, com a falida trama de Néstor Kirchner para receber Emmanuel, o filho de Clara Rojas, e com a palhaçada de Piedad Córdoba e Hugo Chávez para ajudar a fingir "boa-vontade das FARC" com as libertações dos congressistas e do cabo Moncayo. E em seguida, com o seqüestro do governador de Caquetá e a difusão simultânea na Europa de um filme, editado pelos comunistas argentinos, na qual as FARC aparecem como santos varões.

A diplomacia hipócrita de Santos, Chávez e Correa, após a saída de Álvaro Uribe da Casa de Nariño, indica que os socialistas caviar da UNASUL avançaram em incisivos contatos com Santos e a ministra Holguín, para propiciar "negociações de paz" com as FARC após a libertação dos seqüestrados.

E nelas a "camarada e compatriota" Dilma Rousseff terá um papel preponderante, pois não só está em jogo a ambição totalitária dos comunistas latino-americanos, como a continuidade da liderança de Lula no projeto intercontinental de atacar e destruir os Estados Unidos e seus aliados com a combinação de todas as formas de luta, mediante o desenvolvimento de mil vietnãs em mil partes. E a Colômbia é o ponto ideal para iniciar esse incêndio no hemisfério.

O Congresso da República, a Chancelaria, as altas cortes, as Forças Militares, os meios de comunicação e a sociedade em geral devem entrar em alerta vermelho. Urge desempoeirar as análises dos fracassados processos de paz anteriores, incrementar a ação ofensiva das tropas contra os acampamentos das FARC e pôr nos trilhos a "mediação" de Dilma que, como é óbvio, faz parte do complô contra a Colômbia.

Fonte: http://www.midiasemmascara.org/artigos/governo-do-pt/11722-dilma-a-tabua-de-salvacao-das-farc.html

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

MST invade 23 fazendas na região do Pontal, em SP

Em algumas, famílias acampam na porta. Elas alegam que terras são improdutivas ou devolutas e pertencem à reforma agrária

A ala liderada por José Rainha Júnior contribuiu com o "janeiro quente" do Movimento dos Sem-Terra (MST) invadindo 23 fazendas no oeste do Estado de São Paulo, na madrugada de sábado.

De acordo com nota divulgada pelo líder, foram ocupadas 5 fazendas no Pontal do Paranapanema, outras 5 na Alta Paulista e 13 na região de Araçatuba. Em algumas, os sem-terra não chegaram a entrar, mas acamparam nas porteiras. Um grande acampamento começou a ser montado em Teodoro Sampaio, no Pontal, no centro de uma área de 92,6 mil hectares de terras que seriam devolutas.

Rainha diz ter mobilizado pelo menos 5 mil militantes do MST e de outros grupos, como o Movimento dos Agricultores Sem-Terra (Mast), Unidos pela Terra (Uniterra), Movimento de Libertação dos Sem-Terra (MLST) e Federação dos Empregados Rurais Assalariados do Estado de São Paulo (Feraesp).

As ações vão continuar, segundo ele. "A jornada deve chegar a mais de 30 latifúndios ocupados ou demarcados para denunciar à sociedade que essas áreas são improdutivas ou devolutas e pertencem à reforma agrária", disse. O objetivo é cobrar agilidade na arrecadação de terras para assentar 8 mil famílias que, segundo ele, estão acampadas.

O comando da Polícia Militar na região confirmou ter havido grande mobilização de sem-terra na madrugada e manhã de ontem, mas não havia notificação de conflitos. Segundo a PM, em várias propriedades os sem-terra se limitaram a acampar próximo dos portões, sem invadir. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/sp/mst+invade+23+fazendas+na+regiao+do+pontal+em+sp/n1237954978327.html

Comentário do blog
E alguém realmente esperava o contrário?

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Bulgária: Reações à vitória de Dilma Rousseff no Brasil

A presidenta eleita do Brasil Dilma Rousseff tem sido o assunto de muita conversa na Bulgária devido às suas raízes búlgaras.

False Flag, um blog búlgaro sobre política internacional, escreveu o seguinte [bg]:
Já há algum tempo na Bulgária, começou o interesse pelas eleições presidenciais do Brasil. Esse interesse repentino da sociedade acontece devido à candidata principal ao cargo ser metade búlgara.

O pai da Dilma Rousseff foi o imigrante búlgaro Peter Roussev. Dentre outras atividades, ele foi um ativo membro do Partido Comunista Búlgaro durante os anos 20; um período marcado pelo [ bombardeio à Igreja de Santa Nedelya]. No final da década de 20, fugindo de perseguições políticas, ele chegou à Paris e em seguida à América Latina, até se estabelecer no Brasil.

Abaixo, um comentário de um dos leitores do False Flag:
Que felicidade, que milagre, um grande acontecimento… Estou cansado de ouvir falar de guerrilha e pelo menos Dilma representa que “exportamos a revolução” que fizemos; seguindo um pensamento baseado nas ideias do Camarada Lenin.
24 Hours, um dos maiores jornais búlgaros, publicou uma entrevista com Rousseff [bg]:
678 dias ou 1 ano, 10 meses e 7 dias. Muito tempo passou entre o dia 17 de novembro de 2008 - quando o jornal diário “24 Horas” solicitou uma entrevista com Dilma Rousseff, e o dia em que finalmente conseguiu - 24 de setembro de 2010. Nesse meio tempo, várias ligações foram feitas ao Ministério de Rousseff, ao partido dela, e finalmente, ao seu comitê eleitoral:

- Senhora Rousseff, quais são seus sentimentos para com a Bulgária, a terra natal de seu pai?

- São sentimentos de ternura e amor. E eu diria que até um certo ponto eu me considero búlgara também, apesar de nunca ter visitado a terra natal do meu pai. Infelizmente eu nunca vi meu irmão Luben que morreu há dois anos atrás. Eu sei que você o conheceu e escreveu sobre ele, e por isso eu sou extremamente grata. Meu pai morreu quando eu tinha 15 anos, então eu não consegui aprender búlgaro com ele. Eu sabia algumas poucas palavras em búlgaro, mas eu já as esqueci.

- Deveríamos estar aguardando a senhora na Bulgária?

- Sem dúvidas, eu irei visitá-los.

- Como a Presidenta do Brasil?

- Com fé em Deus.

- Permita-me lhe dar essa carta e uma pequena lembrança de sua prima em primeiro grau, Tsanka Kamenova, que mora em Sofia, como também lhe dar as saudações de uma outra prima, Nadezha Hristova, que mora no Canadá. Elas lhe desejam o maior sucesso nas eleições.

- Eu agradeço à elas de coração. Meu parentes na Bulgária podem me esperar em breve. Estou aguardando ansiosa o momento de finalmente conhecê-los.

Eli, o autor do blog búlgaro chamado Razmishlyotini, escreveu [bg]:
De um ponto de vista feminista, Rousseff é um fenômeno não apenas porque ela é a primeira mulher eleita Presidenta do Brasil. Há muitos exemplos semelhantes - Mireya Moskoso no Panamá, Violeta Chamorro na Nicarágua, Michelle Bachelet no Chile e Cristina Fernández, na Argentina. Mas todas elas subiram ao poder com a ajuda de um parente do sexo masculino na política - um marido ou um pai … Dilma talvez seja a primeira a ter feito isso sem essa ajuda. Apesar de ter se divorciado duas vezes; ela tem uma filha; no início da campanha eleitoral e do tratamento contra o câncer, Dilma teve que investir muito em cosméticos e em melhorar a aparência. Não vamos esquecer que estamos falando do Brasil, um país onde a “taxa de beleza” é um dos fatores mais importantes para a aceitação social de uma mulher, independente da profissão.

A campanha presidencial de Dilma Rousseff teve como foco melhorar a infra-estrutura e a educação - algo que os Estados Unidos deveria prestar mais atenção.

Outro blogger búlgaro Vessela, escreveu o seguinte [bg]:
Eu não entendo o porquê de tanta euforia nos canais de TV devido à Dilma Rousseff vir a ser Presidenta do Brasil. Tudo bem, ela tem raízes búlgaras. Sarkozy tem raízes húngaras, e eu não me lembro da campanha dele ter causado um frenesi na mídia da Hungria.

Vários meios de comunicacão escreveram sobre Gabrovo, uma cidade búlgara conhecida como “ a capital internacional do humor e da sátira” - que é a cidade natal do pai de Rousseff.

A agência búlgara de notícias Darik escreveu [bg]:
O município de Gabrovo enviou uma nota parabenizando a nova Presidenta do Brasil, Dilma Rousseff. O telegrama desejou-lhe sucesso e expressou confiança de que ela será bem-sucedida no mandato dela.

“Nós acreditamos que a paixão brasileira misturada com o espírito desafiador búlgaro e com o empreendedorismo de Gabrovo irão conduzir o Brasil a uma das economias que mais rápido cresce no mundo, e a um governo bem-sucedido.

O jornal 24 horas publicou essa interessante história no website deles [bg]:
Uma exibição chamada “Gabrovo, as raízes da candidata à presidência Dilma Rousseff” teve abertura ontem no Museu Histórico de Gabrovo.Trinta e cinco fotografias de arquivo e duas árvores genealógicas provam as raízes locais dela. Krassimira Cholakova, do Museu Histórico, explica como tudo começou quando duas proeminentes famílias de Gabrovo se uniram. Stefan Roussev, da família Rousschushky, casou-se com Tsana Kornazheva, da família Doskov. Peter Roussev, um dos cinco filhos, deixou a Bulgária em 1929 e mais tarde se estabeleceu no Brasil, onde ele veio a ser conhecido como Pedro Rousseff.

As duas famílias têm laços com membros de outras famílias proeminentes de Gabrovo, incluindo a do primeiro prefeito após a Libertação Nacional - Tsonyu Michkovets. Nikola Rasheev, o homem que começou a primeira fábrica de linho de cânhamo no país e Peter Peshev - um Ministro em meio a vários depois do primeiro governo búlgaro de 1878. Muitos dos parentes de Dilma foram membros dos partidos Narodniak e do Social Democrata. No entanto, não há documentos históricos que diga se Roussev Peter era membro de algum partido político. É possível que ele não sofreu represálias devido a ideologia política dele, mas que ele imigrou para França e depois para o Brasil por razões econômicas.

Há uma página de fãs de Rousseff no Facebook búlgaro.- “Дилма Русеф-Президент на Бразилия” (Dilma Rousseff-Presidenta do Brasil).

Em minha própria página do facebook, eu pedi aos meus amigos para compartilharem seus pensamentos sobre Rousseff. [bg]. E aqui estão algumas das respostas:
Gergana Vlaykova: Sim, eu também acredito que ela não se importe tanto assim. Apesar disso, é ainda uma fonte de orgulho ou pelo menos um fato agradável. Mas, eu estou pessoalmente aborrecida com a reação dos parentes. Acredito que se eles tivessem descobertos sobre ela quando ainda na prisão (por razões que não temos certeza), eles ficariam envergonhados e nem se importariam se ela estivesse sendo acusada por algo que cometeu ou não, ou se ela estivesse precisando de algo. Mas, agora que ela é Presidenta, tudo é muito importante e ela é motivo de alegria para a “família”.

Vesela Georgieva: Eu não entendo porque toda a situação está sendo inflada em uma proporção sem tamanhos quando a mulher se considera brasileira. Quem espera que Santa Dilma apareça do além e nos ajude a por ordem na nossa bagunça, não pode estar falando sério.

Maxim Prodanov: Olhando para o cenário internacional, estou feliz que o Brasil continue cada vez mais se distanciando de seu passado sombrio de ditadura e desigualdade, e eleja líderes espirituosos e socialmente conscientes. Fico feliz em ver que o nível de pobreza está caindo em uma região que necessita urgente e merece ter um melhor padrão de vida. Olhando para o cenário nacional búlgaro, não posso deixar de me assustar com a tentativa de meus colegas búlgaros em encontrar motivo de orgulho em qualquer pessoa bem sucedida que tenha um traço de sangue búlgaro. Nacionalidade significa nada; é apenas uma divisão artificial. Se Dilma Rousseff veio a ser brilhante ou não, foi uma conquista dela e não nossa.

Fonte: http://pt.globalvoicesonline.org/2010/11/30/bulgaria-reacoes-a-vitoria-de-dilma-rousseff-no-brasil/

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Relatório dos EUA diz que Dilma impediu lei antiterror, informa jornal

A presidente eleita Dilma Rousseff é citada nos documentos confidenciais do governo dos Estados Unidos divulgados desde este último domingo pelo site "Wikileaks". Relatórios feitos pela embaixada americana no Brasil e divulgados pelo site revelam que o governo brasileiro disfarça ações antiterrorismo no país.

Ela é apontada pela representação diplomática dos EUA como responsável pelo impedimento do envio de um projeto de lei antiterror no Congresso Nacional. A informação foi divulgada pelo site do jornal "Folha de São Paulo".

Segundo a nota, a "Folha" diz ter tido acesso aos telegramas enviados pelos diplomatas americanos nos últimos dez anos. Segundo relatório produzido em 2008, há menção sobre ações de ativistas árabes em território brasileiro, mas não cita possíveis prisões de suspeitos de terrorismo. Na época, Dilma ainda era ministra da Casa Civil. A presidente eleita ainda não se pronunciou a respeito da divulgação dos documentos.

Fonte: http://www.sidneyrezende.com/noticia/111226+relatorio+dos+eua+diz+que+dilma+impediu+lei+antiterror+informa+jornal

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Ah, então Dilma não tocava piano nem promovia chás na VAR-Palmares?

A presidente eleita, Dilma Rousseff, para todos os efeitos, nunca pegou em armas, embora ela tenha admitido certa feita ter participado de treinamentos promovidos pela guerrilha — treinamento de quê? Certamente não era de arremesso do Manifesto Comunista. Sempre perguntei que diabos, então, ela fazia na guerrilha. Promovia chás? Participava de sessões lítero-musicais? Parte do mistério começa a ser desvendado. Leiam o que segue. Volto em seguida:

Por Matheus Leitão e Lucas Ferraz, na Folha:
A presidente eleita, Dilma Rousseff, zelava, junto com outros dois militantes, pelo arsenal da VAR-Palmares, organização que combateu a ditadura militar (1964-1985). Entre os armamentos, havia 58 fuzis Mauser, 4 metralhadoras Ina, 2 revólveres, 3 carabinas, 3 latas de pólvora, 10 bombas de efeito moral, 100 gramas de clorofórmio, 1 rojão de fabricação caseira, 4 latas de “dinamite granulada” e 30 frascos com substâncias para “confecção de matérias explosivas”, como ácido nítrico. Além de caixas com centenas de munições.

A descrição consta do processo que a ditadura abriu contra Dilma e seus colegas nos anos 70. A Folha teve acesso a uma cópia do documento. Com tarja de “reservado”, até anteontem ele estava trancado nos cofres do Superior Tribunal Militar. Trata-se de depoimento dado em março de 1970 por João Batista de Sousa, militante do mesmo grupo de guerrilha do qual Dilma foi dirigente.

Sob tortura, ele revelou detalhes do arsenal reunido para combater a repressão e disse que Dilma tinha recebido a senha para acessá-lo. Quarenta anos depois, Sousa confirmou à Folha o que havia dito aos policiais -e deu mais detalhes. Dilma já havia admitido, em entrevista à Folha em fevereiro, que na juventude fez treinamento com armas de fogo. O documento do STM, porém, é a primeira peça que a vincula diretamente à ação armada durante a ditadura. Procurada pela Folha, a presidente eleita não quis falar sobre o assunto.

O armamento foi roubado do 10º Batalhão da Força Pública do Estado de São Paulo em São Caetano do Sul (SP), de acordo com o DOPS (Departamento de Ordem Política e Social). A ação ocorreu em junho de 1969, mês em que as organizações VPR e Colina se fundiram na VAR-Palmares. Sousa disse que foi responsável por guardar o arsenal após a fusão. Com medo de ser preso, fez um “código” com o endereço do “aparelho” -como eram chamados os apartamentos onde militantes se escondiam.

Para sua própria segurança e do arsenal, Sousa dividiu o endereço do “aparelho” em Santo André (SP) em duas partes. Assim, só duas pessoas juntas poderiam saber onde estavam as armas. Uma parte da informação foi entregue a Dilma, codinome “Luisa”. A outra, passada a Antonio Carlos Melo Pereira, guerrilheiro anistiado pelo governo depois de morrer. O documento registra assim a informação: “Que, tal código, entregou a “Tadeu” e “Luisa”, sendo que deu a cada um uma parte e apenas a junção das duas partes é que poderia o mencionado código ser decifrado”. “Fiz isso para que Dilma, minha chefe na VAR, pudesse encontrar as armas”, diz, hoje, Sousa.

Tido pelos colegas como um dos mais corajosos da VAR-Palmares, Sousa afirma ter sido torturado por mais de 20 dias. Ficou quatro anos preso e, hoje, pede indenização ao governo federal. Aposentado, depois de trabalhar como relações públicas e com assistência técnica para carros no interior de São Paulo, ele diz ter votado em Dilma. Na entrevista, chamou a presidente eleita de “minha coordenadora”. Aqui (link para assinantes)

Voltei
Como vocês viram, aquela que nunca pegou em armas era considerada “chefe” na organização. Parece que ela fazia mais do que tocar piano e promover chás na guerrilha. O Superior Tribunal Militar considerou que o eleitor não tinha o direito de ter acesso a essas informações. Importante destacar que Dilma não faz mea-culpa por esse passado, como podemos classificar?, controverso. Ela insiste ainda hoje que só queria democracia.

Como posso homenagear a verdade neste post? Lembrando as vítimas, inocentes, das duas organizações a que ela pertenceu, cujas famílias não tiveram direito a indenização: Comando de Libertação Nacional (Colina) e Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares). O segredo de aborrecer é dizer sempre a verdade. Se a presidente eleita se orgulha tanto de seu passado, não custa, então, homenageá-la com nomes. Mas atenção, hein? A arma não estava na sua mão. Ela só era guardiã do arsenal.

PESSOAS ASSASSINADAS PELO COLINA OU COM SUA PARTICIPAÇÃO
- 29/01/69 - José Antunes Ferreira - guarda civil-BH/MG
- 01/07/68 - Edward Ernest Tito Otto Maximilian Von Westernhagen - major do Exército Alemão - RJ
- 25/10/68 - Wenceslau Ramalho Leite - civil - RJ

PESSOAS ASSASSINADAS PELA VAR-PALMARES OU COM SUA PARTICIPAÇÃO
- 11/07/69 - Cidelino Palmeiras do Nascimento - Motorista de táxi - RJ
- 24/07/69 - Aparecido dos Santos Oliveira - Soldado PM - SP
- 22/10/71 - José do Amaral - Sub-oficial da reserva da Marinha - RJ
- 05/02/72 - David A. Cuthberg - Marinheiro inglês - Rio de Janeiro
- 27/09/72 - Sílvio Nunes Alves - Bancário - RJ

PESSOAS ASSASSINADAS PELA VPR OU COM SUA PARTICIPAÇÃO
- 26/06/68- Mário Kozel Filho - Soldado do Exército - SP
- 27/06/68 - Noel de Oliveira Ramos - civil - RJ
- 12/10/68 - Charles Rodney Chandler - Cap. do Exército dos Estados Unidos - SP
- 07/11/68 - Estanislau Ignácio Correia - Civil - SP
- 09/05/69 - Orlando Pinto da Silva - Guarda Civil - SP
- 10/11/70 - Garibaldo de Queiroz - Soldado PM - SP
- 10/12/70 - Hélio de Carvalho Araújo - Agente da Polícia Federal - RJ
- 27/09/72 - Sílvio Nunes Alves - Bancário - RJ

Nota - A VAR-Palmares foi a fusão do Colina, de Dilma, com a VPR, de Carlos Lamarca. Os assassinatos praticados por essa última corrente estão aqui porque, na fusão, creio que o grupo levou o seu ativo moral - vale dizer: os seus cadáveres.

Por Reinaldo Azevedo


Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/ah-entao-dilma-nao-tocava-piano-nem-promovia-chas-na-var-palmares/

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Documentos da ditadura dizem que Dilma 'assessorou' assaltos a bancos

BRASÍLIA - Liberados para consulta nesta quinta-feira pelo Superior Tribunal Militar (STM), os dezesseis volumes de documentos com páginas já amareladas e gastas que contam a história do processo movido pela ditadura militar contra a presidente eleita Dilma Rousseff descrevem a ex-militante como uma figura de expressão nos grupos em que atuou, que chefiou greves e "assessorou assaltos a bancos", e nunca se arrependeu.

Na denúncia oferecida pelo Ministério Público Militar contra os integrantes do grupo de esquerda VAR-Palmares, Dilma é chamada de "Joana D'Arc da subversão". "É figura feminina de expressão tristemente notável", escreveu o procurador responsável pela denúncia.

O GLOBO teve acesso aos autos a partir de autorização do presidente do STM, ministro Carlos Alberto Marques. A decisão foi assinada no mesmo dia em que o plenário da Corte liberou o acesso dos autos ao jornal "Folha de S.Paulo", que antes da eleição tentara consultar o processo. Dilma apresentou nesta quinta-feira um pedido para também ter acesso aos autos. O presidente do STM determinou que seja dada prioridade à requisição da presidente eleita. Ela já havia pedido acesso aos autos durante a eleição, mas ele fora negado.

Em depoimento à Justiça Militar, em 21 de outubro de 1970, Dilma contou ao juiz da 1ª Auditoria da 2ª Circunscrição Judiciária Militar que foi seviciada quando esteve presa no Dops, em São Paulo. O auditor não perguntou quais tinham sido as sevícias. No interrogatório, Dilma explicou ao juiz por que aderiu à luta armada. O trecho do depoimento é este: "Que se declara marxista-leninista e, por isto mesmo, em função de uma análise da realidade brasileira, na qual constatou a existência de desequilíbrios regionais de renda, o que provoca a crescente miséria da maioria da população, ao lado da magnitude riqueza de uns poucos que detêm o poder e impedem, através da repressão policial, da qual hoje a interroganda é vítima, todas as lutas de libertação e emancipação do povo brasileiro. Dessa ditadura institucionalizada optou pelo caminho socialista".

Sem participação ativa nas ações

Os arquivos trazem ainda cópia do depoimento que Dilma prestou em 1970 ao Departamento de Ordem Política e Social (Dops), delegacia em que ela ficou presa e foi torturada. No interrogatório realizado no dia 26 de fevereiro daquele ano, Dilma, sob intensa tortura, segundo o depoimento, listou nomes de companheiros, indicou locais de reuniões, e admitiu que uma das organizações da qual fazia parte, o Colina, fez pelo menos três assaltos a banco e um atentado a bomba. Mas ressalvou que nem ela nem o então marido, Cláudio Galeno de Magalhães Linhares, tiveram "participação ativa" nas ações.

No interrogatório no Dops, Dilma contou que o atentado a bomba foi praticado na casa do interventor do Sindicato dos Metalúrgicos em Minas Gerais, e que atingiu também a casa do delegado regional do Trabalho. As residências eram contíguas.

Em um trecho do depoimento, Dilma disse que uma de suas funções em organizações de combate à ditadura era organizar células de militantes. Teria sido encarregada de distribuir dinheiro aos grupos. O dinheiro teria sido arrecadado em ações dos movimentos.

Os documentos relatam que Dilma começou a ser "doutrinada para o credo ideológico marximalista" (sic) por Cláudio Galeno, em Belo Horizonte, quanto atuavam na Polop, em 1967. Anos depois, na VAR-Palmares, Dilma foi a São Paulo e assumiu atividade de colegas que estavam para cair (serem presos). Dilma foi professora de marxismo e em sua casa foram apreendidos materiais para falsificação, panfletos e livros considerados subversivos.

Antes de seguir para São Paulo, Dilma e o marido passaram pelo Rio, em 1969. Sem conseguir, de início, um aparelho para morar, viveram num hotel em Laranjeiras. A Polop, movimento em que atuavam, passou a se chamar Colina. Dilma traduziu livros para os companheiros e foi cobrir pontos e contatos. Foi usada certa vez como "araque", para atrair e despistar a atenção dos militares enquanto companheiros faziam reuniões.

Dilma era deslocada para outros pontos do país para fortalecer a atuação do Colina e arregimentar companheiros. Foi ao Rio Grande do Sul, onde a atuação de seu grupo era fraca e não havia militantes suficientes. Depois, foi cumprir o mesmo papel em Brasília e Goiânia.

Em junho de 1969, teria participado da reunião que tratou da fusão do Colina com a VPR, no Rio. Dilma contou que, em outro encontro, um companheiro falou da realização de uma "grande ação" que iria render bastante dinheiro para os cofres da organização. Essa ação, soube Dilma depois, tratava-se do assalto à residência de Ana Capriglione, ex-secretária do ex-governador Ademar de Barros.

Elogio à "dotação intelectual"

Num relatório sobre guerrilheiros da VAR-Palmares, o delegado Newton Fernandes, da Polícia Civil de São Paulo, traça um perfil de 12 linhas sobre Dilma. Segundo ele, ela era "uma das molas mestras e um dos cérebros dos esquemas revolucionários postos em prática pelas esquerdas radicais". O delegado diz que a petista pertencia ao "Comando Geral da Colina" e era "coordenadora dos Setores Operário e Estudantil da VAR-Palmares de São Paulo, como também do Setor de Operações".

"É antiga militante de esquemas subversivo-terroristas", diz o delegado. No texto, elogia a capacidade intelectual da guerrilheira: "Trata-se de uma pessoa de dotação intelectual bastante apreciável". No documento, o delegado pede a prisão preventiva de Dilma e mais 69 acusados de atividades subversivas contra o governo.

Em maio de 2008, Dilma falou no Senado sobre o período em que foi torturada. Questionada pelo senador Agripino Maia, que relembrou uma entrevista em que ela dizia ter mentido na prisão, Dilma afirmou que foi "barbaramente torturada" e respondeu:

- Não é possível supor que se dialogue com pau de arara ou choque elétrico. Qualquer comparação entre a ditadura militar e a democracia brasileira só pode partir de quem não dá valor à democracia brasileira - disse Dilma, que emocionou a plateia que a ouvia na ocasião. - Eu tinha 19 anos. Fiquei três anos na cadeia. E fui barbaramente torturada, senador. Qualquer pessoa que ousar dizer a verdade para interrogador compromete a vida dos seus iguais. Entrega pessoas para serem mortas. Eu me orgulho muito de ter mentido, senador. Porque mentir na tortura não é fácil. Na democracia se fala a verdade. Na tortura, quem tem coragem e dignidade fala mentira. E isso, senador, faz parte e integra a minha biografia, de que tenho imenso orgulho. E completou: - Aguentar tortura é dificílimo. Todos nós somos muito frágeis, somos humanos, temos dor. A sedução, a tentação de falar o que ocorreu. A dor é insuportável, o senhor não imagina o quanto.

Fonte: http://oglobo.globo.com/pais/mat/2010/11/18/documentos-da-ditadura-dizem-que-dilma-assessorou-assaltos-bancos-923053274.asp

Comentário do blog
Nenhuma novidade. A notícia vale na medida em que bota uma pá de cal sobre a chantagem linguística que os incrédulos faziam ao tratar as denúncias como "boatos".

Agora, que se divulguem os documentos sobre a pretensa "tortura" , cuja única prova é o depoimento da própria interessada.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Tornado público processo de Dilma do tempo da ditadura

O Supremo Tribunal Militar tinha trancado caso num cofre, para evitar uso político do material. 'Folha de S. Paulo' vai ter acesso.

A biografia da presidente eleita do Brasil inclui um capítulo negro: os anos de militância na Vanguarda Armada Revolucionária, a participação nos actos da guerrilha marxista-leninista contra a ditadura, os anos na prisão e a tortura. Parte do material sobre esses anos está espalhado em arquivos públicos pelo país, mas há um processo no Supremo Tribunal Militar (STM) que, desde Março, foi trancado num cofre, apesar de não ser considerado secreto. Até agora.

O jornal A Folha de S. Paulo foi autorizado a consultar o processo do julgamento de Dilma Rousseff e outros 67 arguidos, em 1970. Dez juízes do STM autorizaram a consulta. Carlos Alberto Soares, o presidente do tribunal (que não vota), tinha negado o acesso aos documentos, alegado que queria "preservar o STM contra um eventual uso político do material".

Para o jornal, que defendia que os eleitores tinham o direito de conhecer o passado da candidata antes do voto, esta não deixa de ser "uma vitória da sociedade civil". Uma das juízas, Maria Elizabeth Rocha, que foi assessora de Dilma na Casa Civil, votou pela publicidade do processo, mas pediu que os relatos de tortura fossem mantidos em sigilo. "Não existe liberdade de imprensa pela metade", defendeu contudo outro juiz.

A Folha terá acesso ao processo após a publicação da acta da sessão, para a semana. No total, são 15 volumes que poderão ser consultados. Apesar de a autorização ser apenas para este jornal, outros podem contudo pedir acesso. O processo, que data de 1970, culminou com a condenação de Dilma, por subversão. A presidente eleita saiu em liberdade em 1972, reconstruindo a sua vida e afastando-se da guerrilha.

Fonte: http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1713657&seccao=CPLP

Justiça Militar libera acesso a processo que levou à prisão de Dilma

O Superior Tribunal Militar (STM) liberou hoje (16), por 10 votos a 1, o acesso aos documentos do processo que levou à prisão de Dilma Rousseff na época da ditadura militar. A decisão se aplica ao pedido específico feito pelo jornal Folha de S.Paulo, mas deve pautar o posicionamento do tribunal em relação a pedidos semelhantes.

De acordo com o STM, o acesso à consulta e a cópias do processo só poderá ocorrer após a publicação da decisão, que deve ocorrer na próxima segunda–feira (22). O jornal entrou com a ação em agosto depois que o presidente da corte, Carlos Alberto Soares, decidiu não liberar o acesso aos documentos temendo que fossem usados com finalidade política.

O julgamento foi interrompido por duas vezes, a última no dia 19 de outubro, com placar de 2 votos a 2. A última interrupção ocorreu devido a um pedido de vista da Advocacia–Geral da União (AGU), que alegou que deveria ter sido citada na ação.

Com a demora no julgamento, o jornal entrou com uma ação cautelar no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo acesso aos documentos. A relatora do caso, ministra Cármen Lúcia, entendeu que houve censura prévia, mas não atendeu ao pedido da Folha de S.Paulo por entender que não poderia passar por cima de decisão de outra instância judicial antes do fim do julgamento.

Da Agência Brasil

Fonte: http://www.pernambuco.com/ultimas/nota.asp?materia=20101116195159&assunto=81&onde=Brasil

Comentário do blog
Claro, passado o pleito, liberam o acesso.
O que se deve ressaltar é que o uso político das informações é absolutamente legítimo. O eleitor tem o direito de ser informado a respeito da vida pregressa e da composição ideológica dos candidatos.
Negar esse acesso em época eleitoral é estelionato político.