segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Partidos brigam por dez órgãos sob suspeita

CGU investiga desvio de R$ 1,3 bi nos principais alvos de disputa no segundo escalão

A disputa por cargos no segundo escalão do governo Dilma Rousseff, que agita os partidos aliados, envolve dez órgãos suspeitos de irregularidades que somam R$ 1,35 bilhões.

Os supostos desvios de verbas no repasse a Estados, municípios e entidades, ocorridos nos últimos quatro anos, são investigados pela Controladoria Geral da União (CGU).

Levantamento de O Estado de S. Paulo mostra que, somente no Fundo Nacional de Saúde (FNS), R$ 663,12 milhões em repasses apresentam alguma irregularidade do período, segundo os documentos da CGU.

Nos últimos quatro anos, o PMDB comandava o órgão que passou a ser disputado pelo PT com a vitória de Dilma. O PT venceu a briga.

Na Fundação Nacional de Saúde (Funasa), também disputada por PT e PMDB, as irregularidades podem somar R$ 490 milhões em desvios ou contratos cujos objetivos não foram cumpridos. Para essa briga, ainda não há desfecho certo.

Coligação ameaçada

A sucessão na Funasa está suspensa pela presidente Dilma. A disputa pelo comando do órgão chegou a tal ponto que ameaçou a sobrevivência da coligação entre PT e PMDB, eixo da sustentação de Dilma no Congresso.

A briga por cargos envolve também os Correios, o INSS, o Ibama e o Incra, entre outros.

Palco dos escândalos que derrubaram a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra, em meio às eleições presidenciais do ano passado, os Correios são investigados pela CGU pelo destino irregular de R$ 21 milhões.

O troca-troca de comando é intenso. Nos Correios, sai o PMDB e entra o PT. Já no INSS, em que a CGU investiga o destino de R$ 87,3 milhões, o PT abre espaço para o PMDB em 2011.

Fonte: http://www.destakjornal.com.br/readContent.aspx?id=14,85080

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Governo Lula põe publicidade em 8.094 veículos de comunicação

por FERNANDO RODRIGUES
DE BRASÍLIA

Quando Luiz Inácio Lula da Silva tomou posse, em janeiro de 2003, apenas 499 veículos de comunicação recebiam verbas de publicidade do governo federal. Agora o número foi para 8.094.

Esses jornais, revistas, emissoras de rádio, de TV e "outros" estão espalhados por 2.733 cidades. Em 2003, eram só 182 municípios.

Só neste ano eleitoral de 2010, o dinheiro para publicidade de Lula passou a ser distribuído para 1.047 novos veículos de comunicação.

A categoria "outros" inclui portais de internet, blogs, comerciais em cinemas, carros de som, barcos e publicidade estática, como outdoors ou painéis em aeroportos.

Chama a atenção o aumento do número de "outros". Em 2003, eram apenas 11. Agora, são 2.512. A informação do governo é que a maioria é de sites e blogs.

Lula e sua equipe de comunicação não escondem a simpatia pelo novo meio digital. O presidente foi o primeiro a conceder uma entrevista exclusiva dentro do Planalto para o que a administração petista chama de "blogs progressistas".

Lula da Silva avançou na transparência em relação ao governo do tucano Fernando Henrique Cardoso.

Nunca existiu esse tipo de estatística até 2003. Ainda assim, há buracos negros no processo. Não se sabe quais são os veículos que recebem verba de publicidade estatal nem quanto cada um ganha.

O valor total gasto nos dois mandatos, até outubro deste ano, foi R$ 9,325 bilhões. Dá média anual de R$ 1,2 bilhão.

Essa cifra não inclui três itens: custo de produção dos comerciais, publicidade legal (os balanços de empresas estatais) e patrocínio.

Produção e publicidade legal consomem cerca de R$ 200 milhões por ano. No caso de patrocínio, o gasto médio anual foi de R$ 910 milhões de 2007 a 2009.

Tudo somado, Lula gasta R$ 2,310 bilhões por ano com propaganda. Os valores são semelhantes aos do governo FHC, embora inexistam estatísticas precisas à disposição.

A diferença do petista para o tucano foi a dispersão do dinheiro entre os 8.094 jornais, revistas, emissoras de rádio, de TV e sites. Um espetáculo de 1.522% de crescimento de veículos atendidos.


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/poder/851643-governo-lula-poe-publicidade-em-8094-veiculos-de-comunicacao.shtml

Comentário do blog
A notícia é velha, mas ilustra o modo "PT" de ocupar espaços. Nada será diferente neste novo governo.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Desvios na Funasa chegam a R$ 500 milhões, diz CGU

BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO

Auditorias concluídas nos últimos quatro anos pela CGU (Controladoria Geral da União) revelam que a Funasa foi vítima de desvios que podem ultrapassar a cifra de meio bilhão de reais.

O órgão está sob comando do PMDB desde 2005 e é o principal alvo do partido na guerra por cargos no segundo escalão do governo Dilma.

Levantamento feito pela Folha mostra que a CGU pediu a devolução de R$ 488,5 milhões aos cofres da Funasa entre 2007 e 2010. O prejuízo ainda deve subir após novos cálculos do TCU (Tribunal de Contas da União), que atualiza os valores ao julgar cada processo.

De acordo com os relatórios, o dinheiro teria sumido entre convênios irregulares, contratações viciadas e repasses a Estados e prefeituras sem a prestação de contas exigida por lei.

A pesquisa somou as quantias cobradas em 948 tomadas de contas especiais instauradas nos últimos quatro anos. As investigações começaram no Ministério da Saúde, ao qual a Funasa é subordinada, e foram referendadas pela CGU.

O volume de irregularidades que se repetem atrasa a tentativa de recuperar o dinheiro, e os processos não têm prazo para ser julgados pelos ministros do TCU.

Além das auditorias, balanço feito pela controladoria a pedido da reportagem aponta a existência de 62 processos simultâneos contra a direção da Funasa.

Outros seis apuram supostas irregularidades cometidas por dirigentes e servidores, e podem culminar em punições como a demissão e a proibição de exercer novos cargos públicos.

Em 2009, o ex-presidente Paulo Lustosa, o primeiro indicado ao cargo pelo PMDB, foi banido da administração federal por cinco anos.

A CGU o responsabilizou pelo superfaturamento de contratos de R$ 14,3 milhões da TV Funasa. Em parecer, ele foi acusado de exibir "verdadeiro desprezo e desapego" aos recursos públicos.

No mesmo ano, a Polícia Federal deflagrou a Operação Covil, contra pagamentos de propina em Tocantins, e a Operação Fumaça, que desarticulou um esquema de desvio de repasses da Funasa a prefeituras do Ceará. As investigações constataram desvios de R$ 6,2 milhões.

Apesar dos escândalos, os peemedebistas mantêm o controle sobre a Funasa. Em 2008, o então ministro José Gomes Temporão (Saúde) quase perdeu o cargo após apontar "corrupção" e "baixa qualidade" no órgão.

Ele tentou demitir o presidente Danilo Forte, mas reação comandada pelo líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), manteve Forte, que em abril de 2010 passou o cargo a Faustino Lins, outro afilhado de Alves, para se eleger deputado pelo PMDB-CE.

OUTRO LADO

O presidente da Funasa, Faustino Lins, informou que não daria entrevista. Sua assessoria disse que o órgão apura denúncias de supostas irregularidades e colabora com a fiscalização da CGU.

A reportagem deixou recado no escritório político de Danilo Forte, mas ele não ligou de volta. Paulo Lustosa não foi localizado.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/poder/861386-desvios-na-funasa-chegam-a-r-500-milhoes-diz-cgu.shtml

MST invade 23 fazendas na região do Pontal, em SP

Em algumas, famílias acampam na porta. Elas alegam que terras são improdutivas ou devolutas e pertencem à reforma agrária

A ala liderada por José Rainha Júnior contribuiu com o "janeiro quente" do Movimento dos Sem-Terra (MST) invadindo 23 fazendas no oeste do Estado de São Paulo, na madrugada de sábado.

De acordo com nota divulgada pelo líder, foram ocupadas 5 fazendas no Pontal do Paranapanema, outras 5 na Alta Paulista e 13 na região de Araçatuba. Em algumas, os sem-terra não chegaram a entrar, mas acamparam nas porteiras. Um grande acampamento começou a ser montado em Teodoro Sampaio, no Pontal, no centro de uma área de 92,6 mil hectares de terras que seriam devolutas.

Rainha diz ter mobilizado pelo menos 5 mil militantes do MST e de outros grupos, como o Movimento dos Agricultores Sem-Terra (Mast), Unidos pela Terra (Uniterra), Movimento de Libertação dos Sem-Terra (MLST) e Federação dos Empregados Rurais Assalariados do Estado de São Paulo (Feraesp).

As ações vão continuar, segundo ele. "A jornada deve chegar a mais de 30 latifúndios ocupados ou demarcados para denunciar à sociedade que essas áreas são improdutivas ou devolutas e pertencem à reforma agrária", disse. O objetivo é cobrar agilidade na arrecadação de terras para assentar 8 mil famílias que, segundo ele, estão acampadas.

O comando da Polícia Militar na região confirmou ter havido grande mobilização de sem-terra na madrugada e manhã de ontem, mas não havia notificação de conflitos. Segundo a PM, em várias propriedades os sem-terra se limitaram a acampar próximo dos portões, sem invadir. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/sp/mst+invade+23+fazendas+na+regiao+do+pontal+em+sp/n1237954978327.html

Comentário do blog
E alguém realmente esperava o contrário?

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Brasil não aceita ingresso de navios de guerra ingleses

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou nesta quarta-feira, 12, que o Brasil não aceita o ingresso em sua costa de navios de guerra britânicos que operam nas Ilhas Malvinas.

De acordo com Jobim, o país reconhece a soberania argentina em relação à Ilha.

Em Buenos Aires, o ministro de Relações Exteriores, Héctor Timerman classificou o gesto brasileiro como um passo firme em direção a uma aliança estratégica com a Argentina.

“Essa medida mostra que a nossa relação tão próxima é parte da construção de uma aliança estratégica e de irmandade, que não apenas se demonstra através do comércio, mas do reconhecimento da soberania argentina sobre as Malvinas”, explicou o chanceler.

Para o ministro argentino, “é ilógico que no mundo de hoje ainda se discutam situações coloniais”.

A embaixada britânica em Brasília confirmou o pedido para que o navio de defesa das Ilhas Malvinas realizasse uma escala no porto do Rio de Janeiro na semana passada.

Com a negativa, o HMS Clyde teve de reabastecer num porto chileno.

O Ministério de Relações Exteriores informou que a decisão foi tomada por razões políticas e diplomáticas e que não há uma determinação para impedir o atracamento de todas as embarcações britânicas oriundas das Malvinas.

Em setembro de 2010, Brasil e Reino Unido firmaram um acordo de cooperação em defesa. Essa foi a primeira vez que o Brasil negou a entrada de um navio britânico em seus portos.

Fonte: http://www.inforel.org/noticias/noticia.php?not_id=4601&tipo=2

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Mais de 40% dos beneficiários do Bolsa-Família continuam miseráveis

Número de pobres apesar de benefício aparece em estudo do ministério a pedido do 'Estado'

por Marta Salomon, de O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA - A presidente eleita, Dilma Rousseff, não terá dificuldade para encontrar a pobreza absoluta que ela prometeu erradicar até o fim do mandato, como um dos principais compromissos da campanha. Quase 5,3 milhões de famílias - a grande maioria dos brasileiros que permanecem na condição de miseráveis - já são beneficiárias do programa Bolsa-Família, de transferência de renda.

O valor pago mensalmente pelo Bolsa-Família, que varia de R$ 68 a R$ 200 para as famílias que vivem em pobreza mais aguda, não é suficiente para pouco mais de 40% dos atendidos pelo programa superarem a miséria. A condição de pobreza extrema é definida pela renda de até R$ 70 mensais por pessoa da família, segundo as regras do programa; miseráveis são pessoas que vivem com renda de até R$ 2,30 por dia.

O número de famílias que permanecem na extrema pobreza apesar de receberem o benefício do Bolsa-Família aparece em levantamento inédito do Ministério do Desenvolvimento Social, feito a pedido do Estado. Nos últimos anos, o ministério vinha se recusando a divulgar esse tipo de informação.

Entre as 12,7 milhões de famílias beneficiárias do Bolsa-Família, 7,4 milhões (58%) encontram-se na faixa de renda entre R$ 70 e R$ 140 mensais por pessoa da família. Dessas, 4,4 milhões (35% do total dos beneficiários) superaram a condição de extrema pobreza com o pagamento do benefício. Mas ainda restam 5,3 milhões (42%) de miseráveis no programa.

Gasto extra

Acabar com a extrema pobreza entre os beneficiários do Bolsa-Família significaria ter de mais do que dobrar o valor do benefício básico, de R$ 68, pago apenas às famílias que têm renda per capita de até R$ 70. "O piso do benefício teria de ir para R$ 138", calcula Lúcia Modesto, secretária de Renda de Cidadania do ministério, responsável pelo programa.

A média dos pagamentos, hoje em R$ 96 mensais, também teria de aumentar. O impacto nas contas públicas seria um gasto extra de R$ 8 bilhões, segundo estimativa preliminar. "Está muito acima das nossas possibilidades", disse a secretária. A presidente eleita recorrerá a uma medida provisória, no início do mandato, para fixar reajuste nos pagamentos do Bolsa-Família. Um reajuste acima da inflação acumulada, de cerca de 9%, está em estudo, conforme antecipou o Estado. Mas a possibilidade de pagar um benefício que elimine imediatamente a extrema pobreza entre os beneficiários nem sequer é considerada.

Política de reajuste

Uma das ideias em estudo é estabelecer uma política de reajustes para o Bolsa-Família, como acontece com o salário mínimo. Atualmente, eventuais reajustes dependem da vontade do presidente da República.

O último reajuste do Bolsa-Família se deu em maio de 2009. Desde então o programa paga entre R$ 22 e R$ 200. O valor varia de acordo com o grau de pobreza e o número de crianças e jovens em idade escolar das famílias. Nada recebem aquelas que não são consideradas extremamente pobres nem têm filhos até 17 anos. O Orçamento de 2011, enviado ao Congresso sem previsão de reajuste, autoriza gastos de R$ 13,4 bilhões com o programa.

Receita óbvia

Embora não sejam suficientes para fazer com que 40% dos beneficiários superem a extrema pobreza, os pagamentos do Bolsa-Família são responsáveis por um crescimento médio de 49% da renda das famílias atendidas. Nas regiões Norte e Nordeste, o impacto é ainda maior, mas a renda média após o pagamento do benefício não alcança a linha que separa a extrema pobreza da pobreza.

Aumentar o valor do benefício do Bolsa-Família é uma receita óbvia para erradicar a extrema pobreza no País. Outra medida apontada como inevitável é garantir o acesso ao programa das cerca de 230 mil famílias pobres ainda não cadastradas, de acordo com estimativa do Desenvolvimento Social.

No documento lançado no segundo turno das eleições presidenciais, com os "compromissos programáticos", a então candidata Dilma Rousseff prometeu erradicar a pobreza absoluta. Esse é o compromisso número 5, de uma lista de 13.

O texto petista não detalha a estratégia a ser adotada, mas destaca o crescimento econômico, a expansão do emprego e da renda e a valorização do salário mínimo, antes de falar do Bolsa-Família.

Fonte: http://economia.estadao.com.br/noticias/not_46256.htm

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Empreiteiras doadoras receberam R$ 1,2 bi em obras

Ao menos 12 empreiteiras e construtoras que doaram para a campanha da presidente eleita Dilma Rousseff (PT) são fornecedoras do governo federal. Só em 2010, receberam, por ora, R$ 1,247 bilhão. Juntas, doaram R$ 28,4 milhões ao comitê da petista ou ao seu partido.

Nenhum outro setor econômico recebe tanto dinheiro do governo federal. Isso dá pistas da razão pela qual o segmento de construção foi o que mais contribuiu para a campanha de Dilma. Foi responsável por um em cada quatro reais que entraram nas contas do comitê.

A Construtora Andrade Gutierrez, por exemplo, doou R$ 5,1 milhões ao Comitê Financeiro Nacional para Presidente da República, administrado pelo PT. Recebeu, apenas em 2010, R$ 391 milhões do governo federal, principalmente pelas obras da Ferrovia Norte-Sul.

A Camargo Correa doou R$ 8 milhões à campanha de Dilma. Recebeu até hoje R$ 99 milhões do governo federal, pela construção da Norte-Sul e por obras de irrigação. Tem mais a receber, como pelas eclusas da usina hidrelétrica de Tucuruí, no Pará, inauguradas esta semana por Lula e Dilma.

Outro grupo que fez doações expressivas à campanha vencedora foi o Queiroz Galvão. Doou R$ 2 milhões. Recebeu, em 2010, R$ 206 milhões do governo federal, por obras rodoviárias, de irrigação e pela Ferrovia Norte-Sul.

Já a Galvão Engenharia, que pertence a um grupo de sócios que dividem o mesmo sobrenome que a Queiroz Galvão, também aportou R$ 2 milhões na campanha da petista. As verbas federais recebidas até novembro pela empresa somam R$ 162 milhões, por obras rodoviárias. Todas as doações são legais e registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Não há, necessariamente, relação de causa e efeito entre doações e recebimento de verbas públicas. O levantamento prova apenas que as doadoras têm interesse financeiro em manter boa relação com o futuro presidente, seja ele quem for. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,empreiteiras-doadoras-receberam-r-12-bi-em-obras,648395,0.htm

Candidato a ministro, Maggi doou à campanha de Dilma

Cotado para assumir uma pasta no futuro governo de Dilma Rousseff, possivelmente a Agricultura, o senador eleito Blairo Maggi (PR-MT), além de ter se empenhado na eleição da petista à Presidência, colaborou financeiramente com a campanha. Por intermédio de suas empresas, o ex-governador de Mato Grosso doou R$ 1 milhão para o Comitê Financeiro Nacional para Presidente da República, administrado pelo PT.

Foram duas doações, registradas na contabilidade oficial da campanha petista. O mais curioso é que elas ocorreram na semana passada, muito depois do término da eleição. O empresário, um dos maiores produtores de soja do mundo, ajudou a fechar a conta da campanha de Dilma.

"Fizemos mesmo a doação (a empresa) porque houve um pedido do comitê financeiro para fechar as contas e a companhia tinha caixa", admitiu o ex-governador ao Estado. Ele afirmou, ainda, que não chegou a ser convidado para ser ministro e que disse a Dilma que não poderia assumir a Agricultura por conta dos negócios da família. "Eu atrapalharia mais do que ajudaria".

A maior doação foi feita pela Amaggi Exportação e Importação Ltda.: R$ 700 mil, na quinta-feira passada. No dia seguinte, a Agropecuária Maggi Ltda. doou mais R$ 300 mil ao mesmo Comitê Financeiro Nacional.

Na terça-feira Blairo foi convidado a acompanhar a presidente eleita em viagem a Tucuruí, no Pará, para inauguração de duas eclusas construídas por outro doador da campanha de Dilma, a Camargo Corrêa. Se emplacar mesmo no ministério, ele deverá entrar na cota do PR. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,candidato-a-ministro-maggi-doou-a-campanha-de-dilma,648393,0.htm

sábado, 25 de dezembro de 2010

Futura ministra usa verba irregular em hospedagem

A futura ministra da Pesca, senadora Ideli Salvatti (PT-SC), gastou mais de R$ 4.000 em verba indenizatória do Senado com pagamento de diárias de um hotel em Brasília enquanto recebia auxílio-moradia, o que é irregular, informa reportagem de Matheus Leitão, Andreza Matais e José Ernesto Credendio, publicada na Folha desta quinta-feira (íntegra somente para assinantes do jornal e do UOL).

O Senado informou que o uso da verba indenizatória para essa finalidade não é permitido, uma vez que os senadores já recebem um benefício para custear despesas com moradia em Brasília no valor de R$ 3.800 mensais. Ou seja, ela recebeu duas vezes pela mesma despesa.

Após ser procurada ontem, Ideli, há oito anos no Senado, disse por meio de nota ter havido um erro da sua assessoria e mandou devolver o dinheiro aos cofres públicos.

A Folha apurou que a petista pediu ainda ao Senado que apague a informação sobre o gasto no site da Casa, onde ficam registradas todas as despesas dos senadores com a verba indenizatória, após o ressarcimento.

Leia a reportagem completa na Folha desta quinta-feira, que já está nas bancas.



Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/poder/849963-futura-ministra-usa-verba-irregular-em-hospedagem.shtml

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Lula não descarta disputar novamente a Presidência

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não descarta a possibilidade de disputar mais uma vez a Presidência da República. Questionado no programa É Notícia, da RedeTV, exibido nesta madrugada, se voltaria a enfrentar as urnas para ocupar de novo o Palácio do Planalto, Lula respondeu: "Eu não posso dizer que não porque eu sou vivo, sou presidente de honra de um partido (referindo-se ao PT), sou um político nato e construí uma relação política extraordinária."

Apesar da declaração, Lula, que encerra o seu segundo mandato no fim deste mês, disse que é o momento de trabalhar para que a presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), faça uma boa administração. "E, quando chegar a hora certa, a gente vê o que vai acontecer."

Após falar da possibilidade de disputar mais uma eleição presidencial, Lula afirmou: "Eu fico até com medo. Amanhã alguém vai assistir a tua entrevista e dizer que Lula diz que pode ser candidato." O presidente disse que o País tem "uma gama de líderes extraordinários", citando a presidente Dilma, os governadores de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), da Bahia, Jaques Wagner (PT), do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), o senador eleito pelo PSDB de Minas Gerais, Aécio Neves, e o presidenciável derrotado José Serra (PSDB).

Fonte: http://www.parana-online.com.br/editoria/politica/news/499608/?noticia=LULA+NAO+DESCARTA+DISPUTAR+NOVAMENTE+A+PRESIDENCIA?reference_id=9cef4f6a05d13795f5c74578b208313e6b963cac

Comentário do blog
O PT chegou no governo com um esquema de poder, e não abrirá mão dele. Chegou para ficar, tolerando, no máximo um rodízio com o PSDB, quando assim convier. De qualquer modo, a Direita está, politicamente, morta.

União desvia R$ 43 bi de fundo de telecomunicação

O governo desviou R$ 43 bilhões da área de telecomunicações que deveriam custear a fiscalização do setor, o desenvolvimento de pesquisas e a oferta do serviço telefônico à população de baixa renda e em locais remotos, informa a reportagem de Elvira Lobato publicada na edição desta terça-feira da Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).

Segundo dados do próprio governo, desde 1997 foram arrecadados R$ 48 bilhões em três fundos públicos do setor: Fust (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações), Funttel (Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações) e Fistel (Fundo de Fiscalização das Telecomunicações).

Apenas R$ 4,9 bilhões (cerca de 10% do arrecadado) teve a destinação prevista, e 90% estão retidos no Tesouro Nacional para financiar as contas públicas. A cifra equivale à soma dos Orçamentos previstos para 2011 dos Estados de Maranhão, Pernambuco e Piauí.

Segundo as companhias telefônicas, as taxas de contribuição para os fundos são repassadas ao consumidor, nos preços dos serviços.

A Anatel queixa-se de falta de recursos para a fiscalização. Pela lei, o Fistel deveria custear as necessidades da agência, mas não é o que ocorre.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/848826-uniao-desvia-r-43-bi-de-fundo-de-telecomunicacao.shtml

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Maior doador de Dilma deve ao BNDES

Grupo JBS, que obteve empréstimo de R$ 3,5 bilhões para bancar compra de empresas estrangeiras, deu R$ 10 milhões para campanha petista

Felipe Recondo, Mariângela Gallucci /BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo

O grupo JBS-Friboi, que recebeu empréstimo de aproximadamente R$ 3,5 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES), foi o maior doador da campanha da petista Dilma Rousseff: R$ 10 milhões doados em seis repasses entre agosto e setembro. Apesar do favoritismo e da vitória, a campanha do PT terminou as eleições com uma dívida de R$ 27,7 milhões.

A estratégia oficial do BNDES era transformar os frigoríficos em gigantes mundiais. Os empréstimos, vistos com desconfiança pelo mercado, bancaram a aquisição de empresas estrangeiras pelos frigoríficos brasileiros. E o grupo JBS foi o principal destinatário dos recursos da instituição. Dados recentes apontavam que o BNDES tinha 21% do capital do JBS-Friboi.

O segundo maior doador da campanha foi a Camargo Corrêa, uma das construtoras que toca obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que tiveram irregularidades graves apontadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A empreiteira doou R$ 8,5 milhões para campanha. Outra empresa responsável por obras com pendências no TCU, a Construtora Queiroz Galvão, foi a terceira maior doadora - R$ 5,1 milhões. A OAS, também responsável por obras em situação irregular do PAC, doou outros R$ 3 milhões para a campanha. Entre os bancos, o Itaú foi o maior doador da campanha de Dilma: R$ 4 milhões.

Os dados fechados de receitas e despesas da campanha de Dilma foram entregues ontem ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Todas as informações, incluindo as notas fiscais, serão analisadas em regime de mutirão por técnicos do TSE e auditores do Tribunal de Contas da União (TCU). As contas deverão ser julgadas até o dia 9 . Se aprovadas, Dilma será diplomada no dia 17 e tomará posse no dia 1.º de janeiro.

No total, a campanha de Dilma arrecadou R$ 148,8 milhões, dos quais R$ 105 milhões foram arrecadados antes do primeiro turno. As despesas da campanha somaram R$ 176,5 milhões.

O que prejudicou as contas da campanha foi a realização do segundo turno. "As empresas se prepararam para o primeiro turno. Houve um grande volume de doações. Mas o orçamento de muitas empresas para as eleições se esgotou", explicou o tesoureiro da campanha de Dilma Rousseff, José de Filippi.

Nas três semanas entre o primeiro e o segundo turno, o comitê da campanha gastou quase R$ 80 milhões. Nesse período, a campanha conseguiu arrecadar apenas R$ 25 milhões.

Os principais gastos foram com a produção de programas de rádio, televisão e vídeo - R$ 39 milhões. Para realizar eventos de promoção da candidata foram consumidos R$ 11,7 milhões. Com publicidade por meio de placas, estandartes e faixas foram gastos R$ 10 milhões. Outros R$ 6,4 milhões foram consumidos com a criação e inclusão de páginas na Internet.

Nas últimas eleições, o presidente Lula deixou uma dívida de R$ 9,8 milhões, o equivalente a 10% dos gastos aa campanha. A dívida deixada agora corresponde a 15% das despesas.

Dívida de Serra. Derrotado, o candidato tucano José Serra acabou a campanha com uma dívida de R$ 9,6 milhões. A campanha arrecadou R$ 120 milhões, mas as despesas somaram R$ 129,6 milhões. Sua maior doação partiu do banco Itaú: R$ 4 milhões. O grupo Gerdau doou R$ 3 milhões para a campanha de Serra e R$ 1,5 milhão para Dilma. O presidente do grupo, Jorge Gerdau, é cotado para assumir um ministério no governo da petista.

Campanha milionária

R$ 148,8 milhões
foram arrecadados para a campanha da presidente eleita Dilma Rousseff (PT)

R$ 176,5 milhões
foram gastos pela candidata petista na campanha eleitoral deste ano

R$ 39 milhões
foram gastos com produção de programas de rádio, TV e vídeo, segundo o comitê petista

Fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101201/not_imp647762,0.php

Metade do financiamento da campanha de Dilma vem de apenas 27 empresas

Daniel Bramatti e José Roberto de Toledo

Poucas empresas de poucos setores foram responsáveis pela maior parte do financiamento da campanha de Dilma Rousseff (PT) à Presidência. Metade de todo o dinheiro declarado pela campanha da presidente eleita saiu de dos 27 maiores doadores. Veja aqui a relação completa.

Destacam-se as empreiteiras e construtoras. Apenas esse setor doou pelo menos R$ 37 milhões para os cofres petistas, o que representa mais de 27% de toda a arrecadação. Dos cinco maiores doadores, três são do ramo de construção – Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e UTC Engenharia.

O setor financeiro, bancos e seguradoras, teve um peso menor do que outros segmentos da economia na contabilidade oficial. Os bancos doaram, em conjunto, cerca de R$ 9 milhões, ou 7% do total arrecadado pela campanha presidencial petista.


 O setor sucroalcooleiro surpreendeu como um dos principais doadores de Dilma. Foram mais de R$ 10 milhões, o que representa cerca de 8% das doações totais. Os maiores doadores individuais do segmento foram Cosan, Copersucar e Açúcar Guarani.

Outros setores que se destacam entre os doadores pessoa jurídica para a campanha de Dilma são os de alimentos e bebidas (Cutrale e Ambev), empreendimentos imobiliários, farmacêutico, industrial e mineração.

Não por coincidência, os maiores doadores foram de segmentos econômicos que se beneficiaram durante o governo Lula. O PAC beneficiou as empreiteiras, o Bolsa Família aumentou o consumo de alimentos e açúcar, o Minha Casa Minha Vida ajudou empreendedores imobiliários.

Dilma e Serra receberam, juntos, quase R$ 52 milhões em doações ocultas – aquelas em que é impossível rastrear a identidade dos financiadores de campanhas. No caso da presidente eleita, as doações desse tipo chegaram a R$ 19,7 milhões, 14,5% do total arrecadado por sua campanha. Serra recebeu ainda mais pela via oculta: foram R$ 32,1 milhões, ou 30% do que arrecadou.

As doações ocultas resultam de uma triangulação: em vez de depositar o dinheiro na conta do candidato ou de seu comitê, a empresa ou pessoa física faz uma contribuição para o partido, indicando quem deve ser o destinatário final dos recursos. Como os partidos recebem de diversos doadores e encaminham o dinheiro para diferentes candidatos, fica impossível estabelecer uma ponte entre financiador e financiado.


Dos R$ 114 milhões doados a Dilma por financiadores devidadamente identificados, quase a totalidade (98%) se refere a contribuições de empresas, e 2% de pessoas físicas. Foram apenas 1.820 contribuições de eleitores, com valor total de R$ 2,8 milhões.

Fonte: http://blogs.estadao.com.br/vox-publica/2010/12/01/metade-do-financiamento-da-campanha-de-dilma-vem-de-apenas-27-empresas/

Governo Dilma será mais lulista do que o governo Lula!

Fernando Haddad vai ficar na Educação. Lula quer. Paulo Bernardo vai para as Comunicações. Guido Mantega permanece na Fazenda. Antonio Palocci assume a Casa Civil. Gilberto Carvalho assume a Secretaria-Geral da Presidência. Miriam Belchior cuidará do Planejamento. Alexandre Padilha não vai pra casa, não: tende a manter as Relações Institucionais (as não-institucionais é com o companheiro José Dirceu). Vocês conhecem o dito popular, que resumia a vontade patriarcal: “Maria se casa com quem quisé desde que seja com o José”.

A cota de petistas ainda não se esgotou: devem ter lugar na Esplanada Aloizio Mercadante, José Eduardo Cardozo, o companheiro de armas Fernando Pimentel… Os nomes que vão no primeiro parágrafo, no entanto, evidenciam que o teor de “lulismo” no primeiríssimo escalão vai aumentar no governo Dilma, em vez de diminuir. Querem um exemplo? Em oito anos, Lula nunca teve um nome tão seu na Casa Civil quanto Palocci — nem Dilma, ao assumir, era tão lulista. Gilberto Carvalho na secretaria-geral encarna os olhos e os ouvidos de Lula. Do grupo, é realmente o que tem mais intimidade com o presidente. O fiel Paulo Bernardo deixa o Planejamento para a não menos fiel Miriam Belchior — parceira de Carvalho desde os tempos da Prefeitura de Santo André (aquela investigada pelo Ministério Público) —, mas deve assumir as Comunicações, pasta hoje com o PMDB.

Diz-se aqui e ali, com generosidade excessiva com a presidente eleita, que ela está montando uma estrutura em que ninguém é superministro porque será ela, de fato, a mandar. Huuummm… O governo Dilma, dados os nomes escolhidos, tem, sim, um grande chefe: Lula.

Por Reinaldo Azevedo

Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/governo-dilma-sera-mais-lulista-do-que-o-governo-lula/

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Bulgária: Reações à vitória de Dilma Rousseff no Brasil

A presidenta eleita do Brasil Dilma Rousseff tem sido o assunto de muita conversa na Bulgária devido às suas raízes búlgaras.

False Flag, um blog búlgaro sobre política internacional, escreveu o seguinte [bg]:
Já há algum tempo na Bulgária, começou o interesse pelas eleições presidenciais do Brasil. Esse interesse repentino da sociedade acontece devido à candidata principal ao cargo ser metade búlgara.

O pai da Dilma Rousseff foi o imigrante búlgaro Peter Roussev. Dentre outras atividades, ele foi um ativo membro do Partido Comunista Búlgaro durante os anos 20; um período marcado pelo [ bombardeio à Igreja de Santa Nedelya]. No final da década de 20, fugindo de perseguições políticas, ele chegou à Paris e em seguida à América Latina, até se estabelecer no Brasil.

Abaixo, um comentário de um dos leitores do False Flag:
Que felicidade, que milagre, um grande acontecimento… Estou cansado de ouvir falar de guerrilha e pelo menos Dilma representa que “exportamos a revolução” que fizemos; seguindo um pensamento baseado nas ideias do Camarada Lenin.
24 Hours, um dos maiores jornais búlgaros, publicou uma entrevista com Rousseff [bg]:
678 dias ou 1 ano, 10 meses e 7 dias. Muito tempo passou entre o dia 17 de novembro de 2008 - quando o jornal diário “24 Horas” solicitou uma entrevista com Dilma Rousseff, e o dia em que finalmente conseguiu - 24 de setembro de 2010. Nesse meio tempo, várias ligações foram feitas ao Ministério de Rousseff, ao partido dela, e finalmente, ao seu comitê eleitoral:

- Senhora Rousseff, quais são seus sentimentos para com a Bulgária, a terra natal de seu pai?

- São sentimentos de ternura e amor. E eu diria que até um certo ponto eu me considero búlgara também, apesar de nunca ter visitado a terra natal do meu pai. Infelizmente eu nunca vi meu irmão Luben que morreu há dois anos atrás. Eu sei que você o conheceu e escreveu sobre ele, e por isso eu sou extremamente grata. Meu pai morreu quando eu tinha 15 anos, então eu não consegui aprender búlgaro com ele. Eu sabia algumas poucas palavras em búlgaro, mas eu já as esqueci.

- Deveríamos estar aguardando a senhora na Bulgária?

- Sem dúvidas, eu irei visitá-los.

- Como a Presidenta do Brasil?

- Com fé em Deus.

- Permita-me lhe dar essa carta e uma pequena lembrança de sua prima em primeiro grau, Tsanka Kamenova, que mora em Sofia, como também lhe dar as saudações de uma outra prima, Nadezha Hristova, que mora no Canadá. Elas lhe desejam o maior sucesso nas eleições.

- Eu agradeço à elas de coração. Meu parentes na Bulgária podem me esperar em breve. Estou aguardando ansiosa o momento de finalmente conhecê-los.

Eli, o autor do blog búlgaro chamado Razmishlyotini, escreveu [bg]:
De um ponto de vista feminista, Rousseff é um fenômeno não apenas porque ela é a primeira mulher eleita Presidenta do Brasil. Há muitos exemplos semelhantes - Mireya Moskoso no Panamá, Violeta Chamorro na Nicarágua, Michelle Bachelet no Chile e Cristina Fernández, na Argentina. Mas todas elas subiram ao poder com a ajuda de um parente do sexo masculino na política - um marido ou um pai … Dilma talvez seja a primeira a ter feito isso sem essa ajuda. Apesar de ter se divorciado duas vezes; ela tem uma filha; no início da campanha eleitoral e do tratamento contra o câncer, Dilma teve que investir muito em cosméticos e em melhorar a aparência. Não vamos esquecer que estamos falando do Brasil, um país onde a “taxa de beleza” é um dos fatores mais importantes para a aceitação social de uma mulher, independente da profissão.

A campanha presidencial de Dilma Rousseff teve como foco melhorar a infra-estrutura e a educação - algo que os Estados Unidos deveria prestar mais atenção.

Outro blogger búlgaro Vessela, escreveu o seguinte [bg]:
Eu não entendo o porquê de tanta euforia nos canais de TV devido à Dilma Rousseff vir a ser Presidenta do Brasil. Tudo bem, ela tem raízes búlgaras. Sarkozy tem raízes húngaras, e eu não me lembro da campanha dele ter causado um frenesi na mídia da Hungria.

Vários meios de comunicacão escreveram sobre Gabrovo, uma cidade búlgara conhecida como “ a capital internacional do humor e da sátira” - que é a cidade natal do pai de Rousseff.

A agência búlgara de notícias Darik escreveu [bg]:
O município de Gabrovo enviou uma nota parabenizando a nova Presidenta do Brasil, Dilma Rousseff. O telegrama desejou-lhe sucesso e expressou confiança de que ela será bem-sucedida no mandato dela.

“Nós acreditamos que a paixão brasileira misturada com o espírito desafiador búlgaro e com o empreendedorismo de Gabrovo irão conduzir o Brasil a uma das economias que mais rápido cresce no mundo, e a um governo bem-sucedido.

O jornal 24 horas publicou essa interessante história no website deles [bg]:
Uma exibição chamada “Gabrovo, as raízes da candidata à presidência Dilma Rousseff” teve abertura ontem no Museu Histórico de Gabrovo.Trinta e cinco fotografias de arquivo e duas árvores genealógicas provam as raízes locais dela. Krassimira Cholakova, do Museu Histórico, explica como tudo começou quando duas proeminentes famílias de Gabrovo se uniram. Stefan Roussev, da família Rousschushky, casou-se com Tsana Kornazheva, da família Doskov. Peter Roussev, um dos cinco filhos, deixou a Bulgária em 1929 e mais tarde se estabeleceu no Brasil, onde ele veio a ser conhecido como Pedro Rousseff.

As duas famílias têm laços com membros de outras famílias proeminentes de Gabrovo, incluindo a do primeiro prefeito após a Libertação Nacional - Tsonyu Michkovets. Nikola Rasheev, o homem que começou a primeira fábrica de linho de cânhamo no país e Peter Peshev - um Ministro em meio a vários depois do primeiro governo búlgaro de 1878. Muitos dos parentes de Dilma foram membros dos partidos Narodniak e do Social Democrata. No entanto, não há documentos históricos que diga se Roussev Peter era membro de algum partido político. É possível que ele não sofreu represálias devido a ideologia política dele, mas que ele imigrou para França e depois para o Brasil por razões econômicas.

Há uma página de fãs de Rousseff no Facebook búlgaro.- “Дилма Русеф-Президент на Бразилия” (Dilma Rousseff-Presidenta do Brasil).

Em minha própria página do facebook, eu pedi aos meus amigos para compartilharem seus pensamentos sobre Rousseff. [bg]. E aqui estão algumas das respostas:
Gergana Vlaykova: Sim, eu também acredito que ela não se importe tanto assim. Apesar disso, é ainda uma fonte de orgulho ou pelo menos um fato agradável. Mas, eu estou pessoalmente aborrecida com a reação dos parentes. Acredito que se eles tivessem descobertos sobre ela quando ainda na prisão (por razões que não temos certeza), eles ficariam envergonhados e nem se importariam se ela estivesse sendo acusada por algo que cometeu ou não, ou se ela estivesse precisando de algo. Mas, agora que ela é Presidenta, tudo é muito importante e ela é motivo de alegria para a “família”.

Vesela Georgieva: Eu não entendo porque toda a situação está sendo inflada em uma proporção sem tamanhos quando a mulher se considera brasileira. Quem espera que Santa Dilma apareça do além e nos ajude a por ordem na nossa bagunça, não pode estar falando sério.

Maxim Prodanov: Olhando para o cenário internacional, estou feliz que o Brasil continue cada vez mais se distanciando de seu passado sombrio de ditadura e desigualdade, e eleja líderes espirituosos e socialmente conscientes. Fico feliz em ver que o nível de pobreza está caindo em uma região que necessita urgente e merece ter um melhor padrão de vida. Olhando para o cenário nacional búlgaro, não posso deixar de me assustar com a tentativa de meus colegas búlgaros em encontrar motivo de orgulho em qualquer pessoa bem sucedida que tenha um traço de sangue búlgaro. Nacionalidade significa nada; é apenas uma divisão artificial. Se Dilma Rousseff veio a ser brilhante ou não, foi uma conquista dela e não nossa.

Fonte: http://pt.globalvoicesonline.org/2010/11/30/bulgaria-reacoes-a-vitoria-de-dilma-rousseff-no-brasil/

Dilma vai criar Ministério das Micro e Pequenas Empresas

Por Regina Alvarez

BRASÍLIA - A presidente eleita, Dilma Rousseff, deve confirmar, nos próximos dias, a criação do Ministério das Micro e Pequenas Empresas, mas a escolha do ministro depende de uma negociação política. O candidato mais forte à vaga até o momento é o presidente da Apex-Brasil, Alessandro Teixeira, um dos coordenadores do programa de governo de Dilma, mas o nome do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) também passou a circular na equipe de transição como opção para o cargo.

Dilma precisa dar um cargo de ministro de Estado para Valadares, para abrir a vaga no Senado para o presidente do PT, José Eduardo Dutra, que é o primeiro suplente do sergipano. Para viabilizar essa estratégia, Valadares pode ir para o Ministério do Turismo ou para a nova pasta das Micro e Pequenas Empresas. Se dependesse apenas do desejo da presidente eleita, Alessandro Teixeira seria o escolhido para o novo ministério, pois é próximo de Dilma, tem perfil técnico e bom trânsito entre pequenos e médios empresários.

A nova pasta deve herdar o Sebrae, que faz parte do sistema S e hoje é comandado por Paulo Okamotto, amigo e muito próximo do presidente Lula. Mas Okamotto - que chegou a ser cogitado para a pasta das Micro e Pequenas Empresas ainda na campanha eleitoral - não deve permanecer à frente do Sebrae nem ser aproveitado no governo de Dilma. A eleição para escolha da nova diretoria do Sebrae será em dezembro e Okamoto não deve concorrer à reeleição.

O mais provável é que ele acompanhe Lula no instituto que o presidente pretende criar quando deixar o governo. Okamoto fundou o Instituto Cidadania junto com Lula, em 1990. No Sebrae, ocupou o cargo de diretor financeiro entre 2003 e 2005, quando assumiu a presidência por indicação de Lula.

Fonte: http://oglobo.globo.com/pais/mat/2010/11/29/dilma-vai-criar-ministerio-das-micro-pequenas-empresas-923145723.asp

Comentário do blog
Na contramão do austeridade necessária ao momento atual, cria-se novo Ministério biônico cujas ações serão tão inócuas quanto um Ministério das Quitandas.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Relatório dos EUA diz que Dilma impediu lei antiterror, informa jornal

A presidente eleita Dilma Rousseff é citada nos documentos confidenciais do governo dos Estados Unidos divulgados desde este último domingo pelo site "Wikileaks". Relatórios feitos pela embaixada americana no Brasil e divulgados pelo site revelam que o governo brasileiro disfarça ações antiterrorismo no país.

Ela é apontada pela representação diplomática dos EUA como responsável pelo impedimento do envio de um projeto de lei antiterror no Congresso Nacional. A informação foi divulgada pelo site do jornal "Folha de São Paulo".

Segundo a nota, a "Folha" diz ter tido acesso aos telegramas enviados pelos diplomatas americanos nos últimos dez anos. Segundo relatório produzido em 2008, há menção sobre ações de ativistas árabes em território brasileiro, mas não cita possíveis prisões de suspeitos de terrorismo. Na época, Dilma ainda era ministra da Casa Civil. A presidente eleita ainda não se pronunciou a respeito da divulgação dos documentos.

Fonte: http://www.sidneyrezende.com/noticia/111226+relatorio+dos+eua+diz+que+dilma+impediu+lei+antiterror+informa+jornal

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Governo negocia compra de novo avião presidencial

Força Aérea Brasileira pediu proposta para duas aeronaves, uma delas com área VIP, o Aerodilma

Modelo favorito custa cinco vezes os R$ 98 mi gastos com o Aerolula, que não tem autonomia para voos muito longos

Igor Gielow

Sem alarde para evitar a repetição da polêmica que envolveu a compra do Aerolula, o governo negocia a aquisição de um avião maior e mais caro que poderá servir à presidente eleita, Dilma Rousseff, e a seus sucessores.

O Aerodilma, caso seja adquirido mesmo com o cenário de contenção de gastos do governo, deverá ser um aparelho europeu da Airbus -um modelo de reabastecimento aéreo A330-MRTT, equipado com área VIP presidencial e assentos normais.

O avião custa até cinco vezes os US$ 56,7 milhões (R$ 98 milhões na sexta-feira) pagos em 2005 pelo Aerolula, um Airbus-A319 em versão executiva.

Justificar tal despesa seria complicado, como foi em 2005, e seria fonte certa de desgaste para Dilma, que até onde se sabe não foi informada sobre a ideia.

Assim, juntou-se a fome com a vontade de comer, e a nova compra está sendo camuflada por uma necessidade real.

A FAB (Força Aérea Brasileira) precisa substituir seus dois aviões grandes de reabastecimento. São os antigos Sucatões presidenciais, versões com quase 50 anos de uso do vetusto Boeing-707.

Por falta de condições, foram excluídos do último grande exercício aéreo da Força Aérea Brasileira.

Assinante do jornal leia mais em Governo negocia compra de novo avião presidencial

Fonte: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2010/11/29/governo-negocia-compra-de-novo-aviao-presidencial-345037.asp

Comentário do blog
E é preciso comentar?

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Empreiteiras irregulares no PAC doaram R$ 70 milhões ao PT

Empresas responsáveis por obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) consideradas irregulares pelo Tribunal de Contas da União (TCU) doaram R$ 240,5 milhões para campanhas políticas ao longo do primeiro turno das eleições deste ano.

O partido mais beneficiado pelas contribuições dessas empreiteiras foi o PT, cujas campanhas receberam R$ 70,5 milhões. Somente a direção nacional da legenda foi agraciada com R$ 18,7 milhões.

Com base em processos disponíveis no site do TCU, o jornal O Estado de S. Paulo identificou empresas responsáveis ou integrantes de consórcios de 9 das 18 obras do PAC que apresentaram irregularidades graves e que, portanto, terão de ser paralisadas.

Entram nesse grupo a Camargo Corrêa, integrante do consórcio contratado para realizar melhoramentos no Aeroporto de Vitória (ES). Foi a empreiteira que mais doou no primeiro turno:R$ 91,7 milhões.

Em seguida,vem a Construtora Queiroz Galvão. A empresa é responsável pela construção do Canal do Sertão, em Alagoas, da Adutora Pirapama, em Pernambuco, e faz parte do pool de empreiteiras que deveria reformar e ampliar o Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. A construtora contribuiu com R$ 58,2 milhões.

Ainda integram o grupo as construtoras OAS (R$ 41,2 milhões), Egesa (12,3 milhões), Mendes Júnior (R$ 12,2 milhões), Constran (R$ 3,8 milhões), EIT - Empresa Industrial Técnica (R$ 9,7 milhões), Serveng (R$ 9,3 milhões) e Odebrecht (R$ 2,1 milhões). Todos esses montantes deverão ainda ser reajustados.

Depois do PT, a legenda que mais recebeu recursos das empreiteiras das obras irregulares do PAC foi o PMDB,com R$ 38,4 milhões.Logo atrás aparece o PSDB, com R$38,1 milhões.O crescimento do PSB nas urnas se refletiu nas doações às campanhas do partido.

O outro lado

A Odebrecht informou que adota como critério para doações a campanhas eleitorais "uma visão republicana". De acordo com nota enviada ao jornal pela empresa, os recursos repassados aos políticos são"em prol da democracia e do desenvolvimento econômico e social do País, respeitando os limites e condições impostas pela legislação".

A assessoria do Consórcio Pirapama, formado por Queiroz Galvão, Odebrecht e OAS, informou em nota que o contrato que consta do pedido de suspensão do Tribunal de Contas da União(TCU) "é o contrato de fiscalização das obras,(e)não se refere ao contrato da obra de construção do sistema, executada pelo consórcio". As empresas são responsáveis pela construção do sistema de água de Pirapama,em Pernambuco.

A Construtora Camargo Corrêa, por sua vez,informou que deixou de atuar há mais de um ano nas obras de ampliação do Aeroporto de Vitória. "O contrato do consórcio com o aeroporto de Vitória foi rescindido em 2009", explicou a empresa.

A Mendes Júnior, que também integrava o mesmo consórcio liderado pela Camargo Corrêa para as obras do aeroporto, disse que somente a empresa-líder, no caso, a Camargo Corrêa, poderia explicar os problemas relacionados à obra.A companhia alegou também que não comenta doações de campanha. Da mesma forma, a Camargo Corrêa não se posicionou sobre o assunto.

A Constran informou que "todas as contribuições da empresa (a campanhas eleitorais) estão de acordo com a legislação e estão registradas publicamente no Tribunal Superior Eleitoral". A empreiteira, contudo, não quis se manifestar sobre o relatório do Tribunal de Contas da União.

Procuradas pelo Estado,as assessorias de EIT e Serveng disseram que as construtoras não se manifestariam sobre a reportagem. A Queiroz Galvão e a Egesa não responderam até o fechamento da reportagem.

Fonte: http://www.parana-online.com.br/editoria/politica/news/491163/?noticia=EMPREITEIRAS+IRREGULARES+NO+PAC+DOARAM+R+70+MILHOES+AO+PT?reference_id=63ded629a9a20f8efa229563721f84a63a73178e

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Dilma se irrita com atitude de Meirelles para se manter no BC

A presidente eleita, Dilma Rousseff, se irritou com Henrique Meirelles por ele ter divulgado que impõe condições para ficar no Banco Central, mas não descarta negociar sua permanência por um período tampão.

De acordo com auxiliares de Dilma, Meirelles perdeu "muitos pontos" e deve "baixar o tom" para que os dois possam negociar sua posição no futuro governo.

A presidente eleita disse a petistas que não convidou Meirelles a ficar, mas autorizou uma sondagem. A conversa definitiva deverá acontecer na próxima semana.

Segundo a Folha apurou, a intenção de Dilma era negociar com Meirelles sua permanência por um período de "três, seis ou oito meses", até que ela reorganize sua equipe econômica.

Ontem Dilma ficou contrariada ao ser informada de que Meirelles teria dito à imprensa que fora convidado por ela para ficar no BC, mas condicionou isso à manutenção da autonomia que desfrutou na gestão Lula.

A futura presidente, segundo assessores, disse que desde sua eleição não havia conversado nem pessoalmente nem por telefone com Meirelles. Logo, afirmou, não foi feito convite.

INCÔMODO

A avaliação da equipe de Dilma é que Meirelles teria criado uma situação incômoda para ela ao dizer que só ficaria com autonomia. Ou seja, não ficando, ele é quem teria decidido sair por não receber as garantias de liberdade de trabalho.

Segundo um auxiliar, Meirelles "deu vários passos para trás" na definição do seu futuro dentro do governo Dilma. Além do BC, ele poderia ser aproveitado em outro ministério ou ser indicado para a embaixada brasileira em Washington.

Acionado por Dilma, o coordenador da transição, Antonio Palocci, entrou em contato com Meirelles, que estava em Frankfurt, para pedir esclarecimentos sobre as informações na imprensa.

O presidente do BC disse que não havia dado nenhuma entrevista com aquele conteúdo e que falaria com jornalistas sobre o assunto.

Em seguida, disse à imprensa que havia sido convidado pela eleita para discutir a "extensão de seu mandato", fazendo questão de destacar que ela sempre defendeu a autonomia do BC. "Recebi uma mensagem através da equipe da presidente Dilma me convidando para termos uma conversa na semana que vem."

Disse que "tem havido muitas perguntas sobre a autonomia do BC" e que ele tem respondido "sistematicamente que a presidente eleita se mostrou, inclusive na campanha, ser a favor da autonomia".

O principal defensor da permanência de Meirelles sempre foi o presidente Lula, que fez essa sugestão a Dilma mais de uma vez. Mas confidenciou a auxiliares que já fez o que podia e que não se intrometeria mais e que agora "a bola está com ela".

Lula também recomendou à petista a manutenção de Guido Mantega. Nesse caso, ela concordou.

Ela passou a cogitar a hipótese de manter o atual presidente do BC depois de avaliar o cenário econômico internacional, que tende a piorar em 2011

Por VALDO CRUZ e KENNEDY ALENCAR


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/poder/833485-dilma-se-irrita-com-atitude-de-meirelles-para-se-manter-no-bc.shtml

Comentário do blog
Irritada por quê? Pela exigência de manutenção de autonomia? Pela imposição de condições? De qualquer modo, escancara-se a arrogância do novo governo e sua face autoritária e intromissiva, muito diferente do "equilíbrio" que tanto insistiram em fabricar na campanha.